Como esperado, Copom reduz juro para 18% ao ano

Como era esperado pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu hoje reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,5 ponto porcentual. Com a queda, o juro passa de 18,5% para 18% ao ano.A decisão não foi unânime - 6 integrantes do Comitê votaram a favor desta queda e 2 indicavam uma redução de 0,75 ponto porcentual. Esta foi a quarta redução consecutiva da taxa Selic, que voltou ao menor nível desde a reunião de dezembro de 2004, quando a taxa havia sido fixada em 17,75%. A decisão não incluiu viés, o que significa que esta taxa permanecerá neste patamar até a próxima reunião do Copom, marcada para os dias 17 e 18 de janeiro. Apesar da queda, o Brasil continuará na liderança do ranking dos maiores juros reais do mundo.Ao divulgar a decisão, o Copom repetiu o texto do comunicado da reunião passada: "Dando prosseguimento ao processo de flexibilização da política monetária iniciado na reunião de setembro de 2005, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 18% ao ano, sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,75 ponto percentual."Política MonetáriaA política de juros mais altos, que acaba reduzindo a alta de preços - principal intenção do BC - provoca efeitos paralelos, como o desaquecimento econômico, já que o crédito para as empresas fica mais caro. Além disso, desestimula o consumo, o que também contribui para a queda da atividade econômica.A taxa Selic está em alta desde setembro do ano passado, quando foi passou de 16% para 16,25% ao ano. Ela continuou em alta até agosto deste ano, quando chegou a 19,75% ao ano. Ou seja, uma alta acumulada de 3,75 pontos porcentuais. Por conta do juro alto, vários setores da economia já deram sinais de desaquecimento.Na segunda-feira, o IBGE divulgou que a produção industrial registrou queda em oito dos 14 locais pesquisados em outubro. As principais quedas foram: Bahia (-0,3%), Pernambuco (-1,3%), Goiás (-3,5%), região Nordeste (-4,0%), Santa Catarina (-5,0%), Paraná (-6,2%), Rio Grande do Sul (-6,6%) e Ceará (-12,1%).

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