Como esperado, Fed eleva juros nos Estados Unidos para 5,25% ao ano

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decidiu nesta quinta-feira elevar sua taxa básica de juros pela 17ª vez consecutiva. Como era esperado, o aumento foi de 0,25 ponto porcentual, fazendo com que a taxa passasse para 5,25% ao ano - maior nível desde março de 2001. Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia arriscado no aumento de 0,25 ponto porcentual na taxa, e disse ainda que as elevações promovidas pelo Fed devem parar em agosto, o que também dará fim à onda de turbulência experimentada pelos mercados internacionais.Com base nessas projeções, o ministro calculou que a forte volatilidade (oscilação) percebida nos mercados deve se encerrar no mesmo mês em que acabarem os apertos monetários nos Estados Unidos. Para ele, dado o curto prazo de vida da turbulência, a economia brasileira não deve sofrer qualquer impacto negativo decorrente das incertezas relativas ao ritmo de aperto monetário promovido pelo Fed.Veja a íntegra da nota do Fed:"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje elevar sua meta para a taxa dos Federal Funds em 25 pontos-base, para 5,25%.Indicadores recentes sugerem que o crescimento econômico está se moderando de seu ritmo bastante forte mais cedo neste ano, refletindo em parte um esfriamento gradual no mercado de moradias e os efeitos retardados das elevações das taxas de juro e dos preços da energia.As medições do núcleo da inflação foram elevadas nos meses recentes. Ganhos contínuos de produtividade contiveram a elevação dos custos unitários da mão-de-obra e as expectativas de inflação continuam contidas. Contudo. Os altos níveis de utilização dos recursos e dos preços da energia e de outras commodities têm o potencial para sustentar as pressões inflacionárias.Embora a moderação no crescimento da demanda agregada deva ajudar a limitar as pressões inflacionárias ao longo do tempo, o Comitê julga que alguns riscos de inflação permanecem. A extensão e a ocasião de qualquer aperto adicional que possa ser necessário para lidar com esses riscos vai depender da evolução das perspectivas tanto da inflação quanto do crescimento econômico, tal como implicado pelos indicadores a serem divulgados. Em qualquer caso, o Comitê vai reagir a mudanças nas perspectivas econômicas à medida que seja necessário para apoiar o cumprimento de seus objetivos.Votaram a favor da decisão de política monetária: Ben S. Bernanke, chairman; Timothy F. Geithner, vice-chairman; Susan S. Bies; Jack Guynn; Donald L. Kohn; Randall S. Kroszner; Jeffrey M. Lacker; Sandra Pianalto; Kevin M. Warsh; e Janet L. Yellen.Em decisão relacionada, a Diretoria aprovou por unanimidade uma elevação de 25 pontos-base na taxa de redesconto, para 6,25%. Ao tomar essa decisão, a Diretoria aprovou os pedidos submetidos pelas Diretorias dos Bancos da Reserva federal de Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland. Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis e Dallas."Este texto foi atualizado às 15h53.

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