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Como gerenciar 3 gerações?

Se você está enfrentando o desafio de gerenciar funcionários de diferentes gerações dentro da mesma filosofia de gestão, você tem de se preparar - e rapidamente. A nova geração, denominada geração Z, os nascidos digitais conforme esclarecido no livro "Born Digital", de John Palfrey, pensa, age e decide de maneira distinta em relação às gerações Y e X em que estamos habituados a lidar no dia a dia.

CEO DA NEWAGENT, DE COMUNICAÇÃO , EMPRESARIAL, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2013 | 02h11

Existem inúmeras diferenças comportamentais e que, atualmente, precisam ser tratadas para o melhor engajamento dentro das organizações. Mas gostaria de chamar a atenção para a questão da comunicação empresarial, que sofrerá progressivamente transformação na maneira, na forma, e nos resultados práticos que teremos em um breve futuro.

Criados a partir do boom das redes sociais, esta nova geração não teve a oportunidade de ser aculturada ao uso do tradicional e-mail. Nasceu e cresceu com o uso das redes sociais.

Pode-se considerar geração Z os jovens que estão iniciando suas atividades no mercado de trabalho. Quando chegam às empresas, são submetidos aos processos atuais de comunicação, nos quais tudo é novidade. Apresentações, reuniões, agenda, em um ritmo de trabalho que varia de empresa para empresa. E para a surpresa desses jovens, a comunicação não é nada instantânea, como fazem nos bate-papos das redes sociais em que convivem.

A primeira grande barreira é a não compreensão de se usar e-mail em vez de um sistema de mensagens instantâneas, ou até de falar olho no olho com o colega que está a alguns metros de distância. A geração Z traz uma mudança de comportamento nesta questão do tempo. Tudo passou a ser instantâneo e imediato. Os jovens não deixam recados de voz se o celular não atende, e também não ouvem recados gravados. Poucos têm o hábito de checar e-mails, entretanto, estão na maior parte do tempo conectados às redes sociais.

Por que não poderia ser assim também nas empresas? Com esta dúvida pairando na cabeça de gestores e executivos, começaram experiências corporativas de uso das redes sociais nas organizações. Após alguns anos, muitos dos empreendedores que experimentaram esse modelos se arrependem. A maioria voltou atrás, desativando os sistemas de comunicação via redes, e questionando a validade deles como meio de comunicação empresarial.

Outro aspecto relevante é oferecer ferramentas que antes de tudo possam não ferir as políticas e culturas organizacionais, respeitando-se a hierarquia e os aspectos de que exista uma forte atratividade para os públicos das gerações X, Y e Z. Quando se fala em X incluem-se também os chamados baby boomers que já se aculturaram ao comportamento da geração X.

Outra dificuldade enfrentada pelas empresas nos dias atuais está no descontrole do uso de e-mails. De um lado, jovens desejando obter respostas instantâneas, enquanto os aculturados em e-mails mantêm-se em seu ritmo, respondendo mensagens digitais conforme aparecem na caixa de entrada. Os e-mails hoje representam uma ameaça à comunicação das empresas, muitas vezes ampliando ruídos desnecessários e demandando um tempo precioso na leitura e resposta.

Devemos estabelecer um processo novo nas organizações, permitindo que todos tenham acesso a um modelo de comunicação simplificado, que reúna opções de mensagens instantâneas e rápidas seja um a um, ou a grupos, evitando assim o uso de e-mails.

Para informações relevantes que façam parte do ativo da empresa, tais como, comunicados, procedimentos, descrições de funções, planos, campanhas, dentre outros, poder-se-ia utilizar de uma nova maneira de gestão, substituindo também o antigo conceito de simplesmente armazenar documentos. E a questão da colaboração pode ser corretamente orquestrada, desde que fique restrita a grupos de trabalho com os mesmos propósitos.

Inevitavelmente, as empresas terão de se adequar às mudanças para atender as exigências e padrões de comportamento das três diferentes gerações. Ou então, encontrarão dificuldades enormes nos próximos anos, quando os futuros líderes empresariais serão compostos por representantes da geração Z, e novas formas de diálogo serão substituídos aos atuais sistemas.

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