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Companhia construirá termoelétrica a carvão no PA

A Vale do Rio Doce pretende montar uma termoelétrica movida a carvão mineral em Barcarena, a cerca de 60 quilômetros de Belém, para se prevenir da escassez de energia a partir de 2012. Parece contraditório com a política ambiental da empresa. A direção da Vale, no entanto, garante que a usina será feita com métodos antipoluentes, pois terá equipamentos modernos, como o precipitador eletrostático, que pode retirar partículas poluentes da atmosfera, e um dessulfurizador, para tirar enxofre do carvão.A empresa afirmou preferir usinas hidrelétricas, porém se preocupa com o suprimento de energia. Segundo a empresa, as térmicas seriam a única opção de energia viável no curto prazo, justificando sua entrada nessa área. Para a Vale, é preciso tirar da cabeça a idéia de que as térmicas são todas poluentes. A empresa aponta o desmatamento vegetal como grande vilão na emissão de gás carbônico pelo Brasil. Por isso, optou por não trabalhar com carvão vegetal. A térmica de Barcarena, segundo a Vale, emitirá 2,4 milhões de toneladas de CO², ou 0,16% das emissões brasileiras. Por fim, a empresa esclarece que só em áreas protegidas, florestas nativas próprias e florestas produtivas - sobretudo nas reservas de Carajás (PA) e de Linhares (ES) - já tem cerca de 670 milhões de toneladas de CO² fixados. Ou seja, 300 vezes mais contribuição do que a térmica que pretende fazer.

O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

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