Silvana Garzaro
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Companhia das Letras assume 100% da Zahar e passa a reunir 17 editoras

Editora paulista, controlada pela gigante Penguin Random House, assume selo carioca que tem mais de 60 anos de tradição

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 19h11

O grupo Companhia das Letras assumiu 100% da editora fluminense Zahar, criada em 1956 por Jorge Zahar. As duas empresas já trabalharam juntas no passado: durante 30 anos, a Zahar distribuiu os livros da Companhia das Letras no Rio, enquanto a editora paulista entregava os livros da Zahar em São Paulo. Além disso, o presidente da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, considera Jorge Zahar como seu mentor no mercado livreiro.

Com a chegada da Zahar, o Grupo Companhia das Letras passa a ter dezessete selos editoriais: Companhia das Letras, Objetiva, Zahar, Alfaguara, Suma, Paralela, Penguin-Companhia, Companhia de Bolso, Portfolio-Penguin, Fontanar, Companhia de Mesa, Quadrinhos na Companhia, Seguinte, Companhia das Letrinhas, Pequena Zahar, Claro Enigma e Boa Companhia.

Segundo a empresa, essa variedade de selos permite que o grupo possa ter todos os ganhos de escala com uma presença expressiva no mercado editorial brasileiro, ao mesmo tempo que garante a independência de cada selo. Em 2019, a Companhia das Letras publicará um total de 240 títulos, enquanto a Zahar deve lançar cerca de 30.

Livros 'perenes'

Para Markus Dohle, presidente internacional da Penguin Random House (que detém 70% do Grupo Companhia das Letras), a aquisição é um "privilégio".  O executivo afirmou que a aquisição permitirá a continuidade do legado da Jorge Zahar, que publica livros de interesse perene, como a obra do psicanalista francês Jacques Lacan e títulos de não-ficção do prêmio Nobel Thomas Mann. A Zahar também também publica clássicos da literatura em capa dura e tem um selo infantil, a Pequena Zahar.

"Embora a Companhia das Letras tenha crescido e decidido ampliar a comunidade de leitores, a vocação de ser em essência uma editora de catálogo, de livros de longa duração, só foi aumentando. E é em cada um desses títulos, que querem sobreviver ao tempo, que a imagem de Jorge Zahar está espelhada e mantida", disse Schwarcz.

Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, 3, a integração será conduzida por membros da equipe de ambas as editoras. A diretora Ana Cristina Zahar continuará como consultora do selo mesmo após esse processo.

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