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Companhia é criada em NY para comprar Petrobrás Argentina

Grupo argentino Indalo tenta fechar acordo de aquisição de ativos da Pesa

Marina Guimarães,

20 de maio de 2013 | 16h34

BUENOS AIRES - O Grupo Indalo, da Argentina, tenta fechar acordo de compra dos ativos da Petrobrás Argentina (Pesa) por meio da criação de companhia nos Estados Unidos, com sede em Nova York. A Centenary Internacional Corporation (CIC) administrará os ativos do setor de energia da holding. Tentará obter o financiamento necessário para a compra da Pesa pelo valor de US$ 911 milhões.

A engenharia financeira foi explicada pelo gerente geral e sócio do Grupo Indalo, Fabián de Sousa, em entrevista concedida aos quatro principais jornais argentinos, no fim de semana.

Às publicações, esclareceu que a negociação com a Petrobrás "começou no dia 12 de dezembro e poderia demorar entre 60 a 90 dias mais". Reconheceu, no entanto, que a Indalo "compete com outras empresas argentinas". Isso confirma o que foi dito pela presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, há alguns dias, no Senado.

Caso a Petrobrás aceite a proposta, o Grupo Indalo usará recursos próprios e financiamentos institucionais locais e internacionais captados pela Centenary.

Essa nova empresa será formada por 65% de participação do empresário Cristóbal López, 30% de Fabián de Sousa e 5% de outros acionistas.

"Estamos negociando com um grupo de bancos internacionais para estruturar uma dívida de US$ 768 milhões", detalhou Sousa, completando que a empresa planeja pedir emprestado no mercado doméstico outros US$ 142 milhões.

O financiamento seria obtido por meio de emissão de títulos da companhia em Wall Street.

Fontes do mercado disseram à reportagem que, desde o início, a operação de aquisição dos ativos esbarra no chamado "cepo cambiário". Ou seja, tem como obstáculos a ser ultrapassado controles cambiais iniciados em outubro de 2011, para evitar a fuga de divisas do sistema financeiro.

Com as normas endurecidas em maio de 2012, empresas sofrem com restrições para remessa de divisas, até mesmo para pagar dívidas.

 

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