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E-Investidor: Tesouro Direto atrai mais jovens e bate recorde de captação

Compensação de 100% a empregados que ganham até 3 mínimos teria custo de até R$ 25 bilhões extras

Congresso Nacional quer garantir reposição integral do salário para quem ganha até três salários mínimos e tiver redução de jornada e salário ou suspensão de contrato

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 20h38

BRASÍLIA - O pagamento de uma compensação integral aos trabalhadores que ganham até R$ 3.135 e tiverem redução de jornada e salário ou suspensão de contrato pode custar R$ 22 bilhões a R$ 25 bilhões adicionais nos cálculos do governo, segundo apurou o Estadão/Broadcast

O governo já prevê pagar R$ 51,2 bilhões em parcelas do benefício emergencial a trabalhadores que tiverem jornada e salários reduzidos, ou contratos suspensos, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O cálculo dessa ajuda é feito a partir do seguro-desemprego a que ele teria direito se fosse demitido, mas o Congresso Nacional quer garantir reposição integral do salário para quem ganha até três salários mínimos, como antecipou o Estadão/Broadcast.

A Medida Provisória que instituiu a possibilidade de negociação entre empregador e empregado prevê que o governo pague entre 25% e 100% do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito. Hoje, a parcela do seguro vai de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

Na prática, caso a mudança pretendida pelos parlamentares seja aprovada, o teto do benefício emergencial, que corresponde hoje à parcela cheia máxima do seguro desemprego (R$ 1.813,03), passaria a ser R$ 3.135, no caso de uma pessoa que receba esse salário e tenha o contrato suspenso durante a pandemia.

De acordo com dados oficiais, 27,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada recebem até três salários mínimos. Eles são maioria num universo de 33,6 milhões de trabalhadores formais no Brasil.

O governo tem calculado que o programa deve atingir 73% dos trabalhadores. Isso significa que a expansão do valor do benefício pelo Congresso poderia contemplar 19,9 milhões dos empregados que ganham até três salários mínimos.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo acompanha com preocupação as articulações no Congresso Nacional para ampliar o benefício emergencial que será pago como compensação aos trabalhadores pela perda salarial. A avaliação dentro do governo é que há grandes chances de a medida conseguir apoio entre os parlamentares, sem que o Palácio do Planalto tenha a munição necessária para barrar a bondade.

A ala política do governo conduz neste momento uma negociação delicada com os partidos do Centrão para angariar apoio no Congresso Nacional, sobretudo num cenário de crise política.

Em geral todas as medidas econômicas têm sido ampliadas no Congresso, como o alcance do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, a ajuda a Estados e municípios e, agora, o benefício aos trabalhadores com carteira assinada.

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