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Comperj será inovador na produção de insumos

Inovador na concepção, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) vai fabricar insumo petroquímico diretamente a partir do petróleo pesado extraído do Campo de Marlim, na Bacia de Campos, e não da nafta, um derivado que o Brasil não produz em larga escala. A indústria hoje importa a maior parte da nafta que usa. Será como pular uma etapa. O petróleo brasileiro é, em sua maioria, do tipo pesado, com menor cotação no mercado internacional. Também não tem as características ideais para a fabricação de nafta. O Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes) desenvolveu nos últimos anos uma tecnologia para transformar este petróleo pesado em insumo. A tecnologia já foi testada e aprovada, mas ainda não foi usada em escala comercial.A intenção da Petrobrás é exportar tanto parte do insumo quanto o próprio material petroquímico. Hoje, isso representaria uma economia de cerca de US$ 2 bilhões em importações. Participando da fabricação de produtos petroquímicos, a estatal elevaria substancialmente sua receita.Mas, além de uma questão mercadológica, o Comperj é uma aposta política, uma bandeira de governo. A reestruturação do setor petroquímico fez parte de um estudo do BNDES feito há seis anos, a pedido da ministra Dilma Rousseff, à época na pasta de Minas e Energia.

Irany Tereza, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

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