Competição aumentou com a quebra do monopólio do IRB

O setor de seguros cresceu a uma taxa média de 15% ao ano no Brasil, de 2005 a 2009, ano em que fechou com faturamento de R$ 76,6 bilhões. Nesse período, o crescimento do mercado foi de 77%. A boa fase é atribuída por analistas e corretoras ao aumento da competição proporcionada pela abertura do mercado de resseguros em 2006, quando foi quebrado o monopólio da estatal IRB.

, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2010 | 00h00

"O mercado ficou por muito tempo sob a batuta do IRB e, com isso, desaprendeu a trabalhar de maneira livre, sem uma tutela do governo. O IRB aceitava tudo, os riscos bons e ruins", lembra o vice-presidente da corretora Aon, Fernando Pereira. "Desde então, evoluímos muito e seria um retrocesso fazer qualquer ingerência estatal", diz.

A intenção do governo de aumentar sua presença no setor também provocou reação das seguradoras. "A criação de uma estatal para atuar em qualquer ramo de seguros é ruim. Não precisamos de uma estatal para atuar em seguros de automóveis. O mercado dá conta disso", defende o presidente do Conselho de Administração da SulAmérica, Patrick de Larragoiti Lucas.

Para o diretor da corretora Marsh, Carlos Almeida, o mercado brasileiro de seguros apresenta um alto nível de desenvolvimento. "Hoje ele é sofisticado até mesmo quando comparado com Europa e EUA. Nossa capacidade de resseguro é menor, mas já existem mecanismos que fazem com que as colocações de riscos sejam possíveis, permitindo que se vá a mercados mundiais para acessar as resseguradoras internacionais", afirma. / G.G.

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