Componentes ficam mais elegantes com impressão 3D

A manufatura gira em torno de componentes, que existem em todas as cores e tamanhos, mas alguns começam a se tornar surpreendentemente diferentes - e até elegantes. Esta transformação é graficamente ilustrada pelas três peças exibidas nas imagens ao lado. Todas realizam a mesma tarefa, mas as duas à direita foram redesenhadas por meio de uma combinação de software e impressão em 3D.

The Economist

14 Setembro 2015 | 02h05

A que está à esquerda, de cerca de um metro de altura, foi projetada como uma das 1.600 peças para sustentar os cabos e braços que suportam um gigantesco sistema de iluminação ao ar livre. Foi fabricada em aço inoxidável na maneira tradicional, com seções de corte e perfuração e depois soldada. O trabalho foi feito, na maior parte, à mão, uma tarefa hercúlea porque cada um dos suportes tinha de ser diferente.

Os outros dois componentes foram analisados por um computador de modo a encontrar o mais perfeito design capaz de fornecer a mesma força, mas a partir de uma mínima quantidade de material. O componente do meio foi otimizado para manter os pontos de fixação dos braços e cabos absolutamente no mesmo lugar, resultando numa economia de 40% de peso.

Além disso, pode ser impresso de uma única vez e as variações do design são automaticamente trabalhadas por software. A terceira versão foi obtida permitindo que o sistema reajustasse completamente a estrutura inteira. A economia de peso é de 75%.

O trabalho foi realizado pelo escritório em Amsterdã da Arup, empresa global de consultoria de engenharia, como um projeto de pesquisa. O software de otimização normalmente vem em formatos e parecem imitar a natureza - o que não surpreende uma vez que a natureza já está milhões de anos à frente no design de estruturas como ossos, galhos e folhas.

Para Salomé Galjaard, que lidera a equipe da Arup, componentes impressos em 3D poderão ser amplamente utilizados na engenharia civil para economizar peso e material, desde que os contratantes e as autoridades que ditam as normas as aceitem.

E ao que parece, é o que vem ocorrendo. Stratasy, fabricante americana de impressoras em 3D, anunciou recentemente que uma das suas máquinas vem sendo utilizada pela Airbus para a manufatura de mais de mil peças, para uso interno, para o primeiro avião A350 XWB. Segundo a empresa as peças, impressas em um material tipo resina, atendem aos padrões de certificação aeroespaciais e, além de serem mais leves, ajudam a Airbus a cumprir com os prazos de entrega.

Com a impressão em 3D, a GE conseguirá produzir os bocais de combustível dos seus motores de jato de próxima geração. E em lugar de serem construídos a partir de 18 peças individuais, serão impressos como peça única. Além de oferecer um melhor desempenho, os bocais serão 25% mais leves e ter um tempo de vida cinco vezes maior.

© 2015 THE ECONOMIST NEWSPAPER LIMITED. DIREITOS RESERVADOS. TRADUZIDO POR TEREZINHA MARTINO, PUBLICADO SOB LICENÇA. O TEXTO ORIGINAL EM INGLÊS ESTÁ EM WWW.ECONOMIST.COM

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