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Fábio Gallo
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Comportamento irracional é tudo que não precisamos

Sentimos mais a dor da perda do que a alegria do ganho e isso pode nos levar a decisões de investimentos de maior risco

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2020 | 05h00

Ser investidor no Brasil nunca foi fácil. Na verdade, investir não é trivial. Requer conhecimento e dedicação. Instrumentos financeiros, mercados e tecnologia tornaram-se sofisticados e acompanhar a evolução disso exige tempo. No entanto, o momento que vivemos, com incertezas, o sobe e desce da Bolsa e a taxa de juro, faz com que investir seja mais difícil ainda. Nos últimos dias, estamos encontrando quase como um mantra que o melhor lugar para manter o dinheiro é no bolso ou no banco. Essa posição tem fundamento quando comparamos os retornos dos ativos com a inflação. Mais forte ainda fica essa posição se comparamos com investimentos de mais risco, como renda variável. 

A Bolsa brasileira está com perdas acima de 35% no ano e, conforme o dia, é fácil perder mais de 10% do valor investido. Isso indica que quem está fora da Bolsa assim deve permanecer. Mas, quem está dentro, só deve sair se precisar muito do dinheiro porque irá realizar grandes perdas. Da mesma maneira, devemos pensar nos investimentos em fundos.

Mas essa posição não prevalece quando analisamos os números de algumas aplicações em renda fixa ou mesmo de alguns fundos, mesmo quando calculamos o ganho real, que é quando tiramos a inflação prevista do retorno líquido calculado para o ativo. Por exemplo, o CDB que oferece 100% do CDI proporciona um pequeno ganho, mesmo caso das LCI/LCA com pelo menos 80% do CDI. Obviamente, a grande maioria dos investimentos estão oferecendo retorno real negativo. Em outros termos, quando descontamos do ganho as taxas e imposto de renda, o ganho líquido será menor que a inflação prevista para este ano, de 2,72%.

No entanto, se não aplicarmos os recursos, haverá perda igual à inflação. Esses cálculos não trazem grande conforto, mas precisam ser considerados. Mas devemos considerar, também, alguns comportamentos. Por mais que tentemos ser racionais nos investimentos, de maneira geral, sentimos muito mais a dor da perda do que a alegria do ganho e isso pode nos levar a decisões de investimentos de maior risco e comportamentos irracionais, que nessa hora é tudo que não precisamos. 

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