Compra da Fosfertil pela Vale é aposta na demanda de países emergentes

Empresa prevê que a participação do Brasil no consumo global de fosfatados passará de 9% para 13,5% até 2020

Natalia Gómez e Chiara Quintão, da Agência Estado,

11 de fevereiro de 2010 | 14h40

A compra da Fosfertil pela Vale é uma aposta da empresa no crescimento da demanda por proteína animal nos países emergentes e por biocombustíveis, segundo o diretor de relações com investidores da empresa, Fábio Barbosa. "O Brasil e a China são as maiores fontes desta demanda", afirmou em teleconferência. Segundo ele, a Vale tornou-se uma das maiores produtoras de fertilizantes com a aquisição da Fosfertil e outros ativos da Bunge. Ontem, a Vale anunciou um acordo com a acionista Mosaic, depois de ter acertado com os outros grandes acionistas da Fosfertil, Yara e Bunge.

 

A Vale prevê que a participação do Brasil no consumo global de fosfatados passará de 9% para 13,5% até 2020, enquanto em potássio deve sair de 15% para 18% neste período. Segundo a companhia, o Brasil se destaca na área agrícola devido às grandes áreas para expansão de fronteira e à disponibilidade significativa de fontes de água. Atualmente, a importação chega a 53% e 92% no consumo de potássio e fosfatados no Brasil, respectivamente.

 

O executivo destacou que o interesse da companhia está nos segmentos de fósforo e potássio, mas não há planos de investir em nitrogênio. De acordo com Barbosa, a atividade mineradora da Vale tem muitas sinergias com o setor de fertilizantes, especialmente devido à operação logística da empresa. "Não somos novatos em fertilizantes e entendemos de mineração", afirmou. A capacidade estimada da Vale para 2017 é de 3,3 milhões de toneladas ao ano para fosfatados e de 10,7 milhões de toneladas ao ano potássio.

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