Compra só com dinheiro poupado e investido

Inimiga declarada dos juros, a pedagoga Regina Crivelaro, de 33 anos, não vê a hora de estrear, nos próximos dias, o carro novo que, como tudo em sua vida, é fruto de muito planejamento e pesquisa. "Eu e meu marido ficamos a quilômetros de distância de todo e qualquer financiamento", conta, com orgulho.Casada há três anos com o engenheiro e professor universitário Nelson Lúcio Nunes, 36 anos, Regina está trocando um Siena 1.0 (Fiat) por um Logan 1.6 (Renault). "Vamos dar o Siena, que é do fim de 2005, como parte do pagamento e completar com dinheiro poupado e investido. Nós temos medo de financiamento. Não queremos de jeito nenhum ficar com alguma dívida."Regina e Nunes fizeram uma ampla pesquisa antes de fecharem o negócio. Além do levantamento de preços, buscaram uma compra que reunisse o maior número de vantagens. "Fomos em busca de um veículo que não corre risco de desvalorização, que não está para sair de linha e com um porta-malas do tamanho que queríamos", explica.Outra vantagem: o carro novo tem um seguro mais em conta que o usado. "Resultado: a seguradora vai nos reembolsar R$ 90. Esse dinheiro já vai ajudar na compra do som do carro, que custa quase R$ 400", comemora. Ela conta que essa já é a terceira troca de carro. "Ficamos com um até ele ter no máximo 20 mil quilômetros rodados. Também economizamos abrindo mão da revisão dos 10 mil quilômetros na concessionária. Temos um mecânico de confiança, que torna esse serviço bem mais em conta."Segundo Regina, tanto sua família quanto a do marido são rigorosas no trato do dinheiro. "Só compramos algo com o dinheiro na mão. Ou seja, nada de desperdício nem dívidas." À espera do primeiro filho para junho, o casal começa a se programar para trocar o apartamento quitado antes do casamento por um espaço maior.

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