Alex Silva/Estadão
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'Comprar a casa ficou impossível'

Os aumentos das tarifas de luz, água e combustível ocorridos nos últimos meses afetaram a renda do técnico de segurança do trabalho Roberto Cristiano de Souza e fizeram que ele reduzisse o consumo de outros itens e adiasse planos, como a compra da casa própria. "O meu salário não acompanhou o aumento da inflação", reclama.

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2015 | 02h03

Com renda mensal de R$ 2,8 mil, antes do dissídio de 8% que acaba de ser acertado com a empresa, Souza, de 37 anos, que é casado e pai de Davi, passou a comprar menos roupas, diminuiu as idas à lanchonete e começou a pedir menos pizza para comer em casa.

Por precaução, o técnico de segurança do trabalho também passou a usar menos o cartão de crédito para não se endividar. "Não estou inadimplente, mas o medo de perder o emprego todo mundo tem. Se você não for dono ou filho do dono da empresa, pode ser mandado embora."

Além de cortar gastos, o cenário de aperto adiou o sonho de Souza de ter a sua própria casa. "Todo mundo quer comprar uma casa, mas agora ficou impossível porque a Caixa reduziu o valor a ser financiado. Eu pretendia dar entrada no final deste ano, mas agora só Deus sabe", disse", / M.C.

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