Comprar para crescer, o desafio da Progen

Na última segunda-feira, 24, o empresário Eduardo Barella, 29 anos, presidente da Progen, firma de engenharia e gerenciamento de projetos, estava mais agitado que o habitual. O motivo é que está prestes a ser anunciado o desfecho das negociações para a compra de duas concorrentes de fora de São Paulo (ele não revela quais), o que exigiu muita dedicação de sua parte nos últimos meses. Crescer por aquisições é uma das estratégias de Barella para colocar a empresa, fundada por seu pai, José Ricardo, em 1987, entre as maiores de um setor que movimenta R$ 7 bilhões. Barella sabe que esse mercado é muito pulverizado - são cerca de 50 empresas, das quais apenas nove faturam mais de R$ 200 milhões - e que deverá, inevitavelmente, passar por um forte processo de consolidação. "Na engenharia consultiva só sobrarão grandes e pequenos", diz ele. "Não há lugar para as empresas de médio porte."

Clayton Netz, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

A Progen, com faturamento de R$ 225 milhões em 2009, não é grande nem pequena. Sexta maior empresa do setor, está longe da líder Engevix, que faturou R$ 1,6 bilhão no ano passado, o que a transformou em alvo da concorrência. "Recebemos todo mês propostas de gringos que querem comprar a empresa", diz ele. Esse setor é formado por empresas que tocam grandes obras, movidas por clientes de peso da indústria de base, como mineração, petróleo, energia, transportes, entre outros. A Progen atende a Vale, Petrobrás, Gerdau e Braskem, entre outras. Mas diversifica a carteira, que conta com nomes como Avon e Merial, para não ficar nas mãos de poucos clientes .

Além das aquisições, Barella decidiu profissionalizar a companhia. Entre as iniciativas adotadas está a criação das áreas de suprimentos, recursos humanos, tecnologia da informação, sistemas, administração de contratos e comunicação e marketing. Para tocá-las, não titubeou: foi à concorrência e contratou profissionais do segundo escalão de cada área. "Não tenho cacife para bancar gente do primeiro escalão, mas o pessoal que contrato sabe fazer as coisas acontecerem", diz Barella. Para o RH, por exemplo, Barella recrutou o gerente da Promon, a terceira maior do setor, exemplo de profissionalismo e benchmark para Barella.

Este ano, a Progen, que emprega 1,6 mil funcionários, deve faturar R$ 300 milhões. Caso se efetivem as duas aquisições, as receitas podem se elevar a R$ 500 milhões. Com esse reforço, Barella diz que será facilitada a internacionalização da Progen. Hoje, a empresa gerencia obras para a Vale na Argentina, Peru, Canadá, Moçambique e Malásia. "A experiência mostra que temos condições de crescer lá fora", afirma Barella.

ALIMENTAÇÃO

Spoleto lança novo modelo de loja para reduzir custos

A cadeia de restaurantes de comida italiana Spoleto está lançando um projeto de sustentabilidade, focado no aumento da lucratividade de suas lojas. Com o plano Spoleto 21, a rede vai reduzir o tamanho de suas instalações, gerando economia de 15% no custo inicial de montagem das lojas. Com isso, o número de funcionários cairá dos 12 atuais para oito nas franquias de pequeno porte. Na parte ambiental, a rede, que faturou R$ 290 milhões em 2009, vai trocar os fogões a gás por elétricos, diminuindo a sujeira com as panelas. A mudança vai equivaler a uma redução de 40% nos gastos, incluídos os com água. Até o final de 2010, serão implantadas 15 unidades no País no novo modelo, sendo a primeira em Joinville (SC) ainda este mês.

FITNESS

Modelo compacto,preço cheio

A americana Fitness Together desembarcou no País este ano com um modelo de academia de ginástica que aposta na aula individual e já conta com duas unidades na capital paulista. "Nosso diferencial é o treinamento em sala exclusiva, com professor particular", diz Renata Cavalieri, franqueadora da rede no Brasil. A academia ocupa uma área média de 180 metros quadrados, menos da metade do espaço das tradicionais, e comporta 40 alunos cada. A exclusividade tem preço. A academia não cobra mensalidade, mas o aluno paga R$ 100 por aula. O público alvo é a classe A. O objetivo da Fitness Together é fechar o ano com 15 unidades e chegar a 60 franquias em cinco anos.

CERVEJA

Nova Schin ganha o caneco na Alemanha

A revista alemã Neon, publicação de celebridades da editora Stern, decidiu realizar uma Copa do Mundo de cervejas entre marcas fabricadas nos 32 países participantes da Copa da África do Sul. A competição seguiu as regras do campeonato mundial de futebol. Os jornalistas da Neon escolheram as marcas - uma de cada país - e degustaram as cervejas durante as fases da competição: eliminatórias, oitavas, quartas, semifinal e final. Até a decisão, os participantes podiam ver os rótulos. Na final, que contou com um teste cego, a disputa ficou entre Brasil e Uruguai. Acredite, se quiser: a Nova Schin, da Schincariol, comercializada na Alemanha, que já havia deixado para trás marcas como a alemã Beck"s Gold, venceu a uruguaia Pilsen, fabricada pela InBev, conquistando o título de melhor cerveja do mundo.

E-LEARNING

Sustentabilidade vira curso na SulAmérica

O baque representado pelo fim da parceria na Brasil Seguros com o Banco do Brasil parece não ter afetado os programas corporativos da SulAmérica. É o caso, por exemplo, da área de sustentabilidade, alvo de uma campanha interna de educação e esclarecimento, que pretende envolver seus mais de 5 mil funcionários. Eles deverão passar por um curso via e-learning, ministrado pela Universas, a universidade corporativa do grupo. "A ideia é transformar os colaboradores em cidadãos conscientes", diz Adriana Boscov, gerente de sustentabilidade da seguradora. "Assim, poderão influenciar a sociedade, o meio ambiente e nossos negócios." No primeiro trimestre, as receitas da SulAmérica chegaram a R$ 2 bilhões, 14% a mais que no mesmo período de 2009.

MAMMA MIA!

R$ 5,8 bi

foi a receita da indústria de massas alimentícias no País em 2009, segundo a Abima, que realizará o IV World Pasta Congress 2010, no Rio de Janeiro, de 24 a 27 de outubro.

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