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Comprar travellers em iene é opção para ir à Copa

Resta pouco tempo para os torcedores que assistirão aos jogos da Copa do Mundo de Futebol, no Japão e na Coréia do Sul, acertarem os detalhes de sua viagem. Dúvidas sobre quanto dinheiro levar e a melhor forma - em espécie, traveller check ou cartão internacional - costumam ser freqüentes.Uma das opções mais cômodas e seguras em qualquer roteiro internacional costuma ser o traveller check, ou cheque viagem. É aceito em hotéis, vários estabelecimentos internacionais, como lojas e restaurantes, e também pode ser trocado pelo dinheiro local em instituições financeiras ou postos de câmbio.Caso o torcedor restrinja a sua visita ao Japão para os jogos do Brasil na segunda fase, o ideal é levar traveller checks em iene (moeda japonesa) para perder menos dinheiro com mais de uma conversão cambial, aconselha o diretor de traveller checks da American Express, Elyseu Mardegan. "Ao invés de pagar as taxas em cada conversão se levar traveller check em dólar na viagem ao Japão, pode fazer a troca direto de real para iene e pagar apenas uma vez.", explica. No País, a única empresa a ter o produto na moeda japonesa é a American Express (Amex), que registrou um aumento de 40% na demanda do produto por parte dos bancos, dos agentes de viagem e das casas de câmbio.O produto oferecido pela Amex pode ser adquirido em três valores, 10 mil, 20 mil e 50 mil ienes. Em dólares, o equivalente a 78, 156 e 391 dólares norte-americanos. De acordo com Elyseu Mardegan, em acordo com a Amex, o Bradesco já faz a venda dos travellers pela Internet. A Amex entrega o cheque na casa do cliente. O Banco do Brasil (BB) também emite travellers checks, mas apenas em dólar. Os correntistas do banco podem adquirir US$ 10 mil a cada compra, enquanto os não correntistas, US$ 3 mil a cada compra. Diversificar modos de pagamentoRosângela Prazeres, gerente de divisão da área de produtos do BB, também aconselha diversificar as formas de se levar dinheiro nas viagens internacionais. "Os travellers têm muita aceitação, maior segurança e podem ser trocados facilmente. O dinheiro em espécie é bom para pequenas despesas."A diversificação pode evitar contratempos, uma vez que o viajante está longe de seu país e, muitas vezes, não fala a língua local. "Sempre é bom ter dinheiro em espécie. Pode ser o equivalente a US$ 100 ou US$ 200 para pagar despesas menores."Na Coréia do Sul, Elyseu Mardegan acredita que a aceitação dos traveller checks em iene e dólar será equivalente. O ideal é fazer um planejamento do roteiro e de quanto vai gastar. "Se for ao Japão e à Coréia, a melhor opção é o traveller check em iene. Se for a outro país, o dólar talvez seja a melhor opção. Essa decisão depende muito da viagem", aconselha Mardegan.Maior segurança em caso de perda ou rouboOutra vantagem dos travellers é a segurança, uma vez que os valores são reembolsados em caso de perda ou roubo. Para tanto, é preciso registrar a ocorrência na Central de Atendimento da emissora do traveller e informar o valor, os números de séries, o local e a data da compra. Por isso, é importante fazer um controle dos travellers gastos.Os travellers têm dois campos de assinatura. O primeiro (superior) deve ser assinado no momento da compra. A segunda assinatura (inferior) somente deve ser feita no momento do pagamento de conta ou troca, na presença de quem estiver recebendo o traveller. Outra possibilidade é usá-los diretamente no comércio, receber o troco pela diferença, ou trocá-los por cédulas na medida da necessidade. É aconselhável que o turista procure os bancos para fazer o câmbio no exterior, pois costumam oferecer a melhor cotação. Normalmente, o pior câmbio é o das estações de trem, dos aeroportos e das casas de câmbio que funcionam perto dos postos turísticos. Os travellers checks que sobrarem poderão ser guardados para uso em outras viagens, pois não têm prazo de validade.

Agencia Estado,

17 de maio de 2002 | 16h18

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