Cleiton Thiele/SerraPress
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Compras com presentes de Natal devem injetar R$ 50 bilhões na economia

Em termos reais, o gasto médio com presentes de Natal neste ano deverá cair 5,3%, estima a SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2016 | 12h05

SÃO PAULO - Só com compras de presentes, o Natal de 2016 deve injetar R$ 50 bilhões na economia. A afirmação é da economista-chefe da SPC Brasil, Marcela Kawauti, que apresentou na manhã desta terça-feira, 8, uma pesquisa feita com 1,6 mil consumidores nos 27 estados do Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Com base na pesquisa, as duas instituições estimam que o gasto total do brasileiro neste Natal será de R$ 465,58, tendo em vista que cada consumidor comprará, em média, quatro presentes. 

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinhiero, os dados demonstram que, mesmo diante da crise, o Natal continua exercendo uma forte influência no estímulo ao consumo, superando outras datas comemorativas.  

"A tradição do Natal se impõe mesmo com as dificuldades da crise, como desemprego, juros e inflação alta. Apesar do momento adverso, o Natal deverá movimentar grandes somas em diversos setores da economia. Essa é uma oportunidade para os comerciantes e lojistas se recuperarem das perdas que tiveram ao longo do ano, em virtude dos efeitos da recessão", explicou Pinheiro.

Queda no gasto. Em termos reais, o gasto médio com presentes de Natal neste ano deverá cair 5,3%, estima a SPC Brasil e CNDL com base em uma pesquisa com 1,6 mil pessoas em todos os Estados do País. 

O gasto médio individual previsto para este ano é de R$ 109,81. No ano passado o tíquete médio foi de R$ 106,94. "Nominalmente, o valor cresceu, mas a inflação subiu mais que o valor do presente", explica a economista-chefe da SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Os consumidores das classes C e as mulheres devem gastar ainda menos do que a média: R$ 101,42 e R$ 84,65, respectivamente.

A redução resulta da dificuldade dos brasileiros disponibilizarem recursos de seus orçamentos para compras de presentes já que o número de pessoas que pretendem presentear parentes e amigos neste ano é de 107,6 milhões, parecido com o do ano passado que foi de 109,3 milhões.

Do total de consumidores ouvidos no levantamento, 72,2% pretendem comprar presentes para terceiros. Apenas 7,4% disseram que não vão presentear ninguém. Outros 20,4% ainda não de decidiram se vão ou não comprar presentes, o que equivale a 30,4 milhões de indecisos potenciais compradores. 

Pagamento de dívidas. Dos consumidores que afirmaram à pesquisa do SPC Brasil e  CNDL que não pretendem comprar presentes no Natal - 7,4% dos entrevistados - 23,3% disseram que tem como prioridade pagar dívidas.

Entre as mulheres, o porcentual dos que pretendem honrar compromissos cresce para 33,8%. Outros fatores pertinentes à crise e avaliadas como obstáculos a compra de presentes foi desemprego (13%) e a falta de dinheiro (12,4%). Outros 20,6% disseram que não vão comprar presentes por não terem este costume.

 

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