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Compras da China e quebra no Brasil elevam açúcar em NY

Cenário: Filipe

O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2011 | 03h05

A cotação do açúcar subiu 2,34%, para 27,10 centavos de dólar por libra-peso, na Bolsa de Nova York, ontem. A confiança de que há progresso na resolução da crise da dívida da zona do euro ativou compras de investidores. Além disso, fundamentos positivos no mercado do açúcar, como o aumento das importações da China e a redução na estimativa da safra do Centro-Sul brasileiro, contribuíram para valorizar o produto.

As importações chinesas de açúcar cresceram 11% em setembro, ante agosto, e 33% na comparação anual, para o recorde de 468.868 toneladas. Na temporada encerrada em 30 de setembro, a China comprou 2,1 milhões de t de açúcar e analistas, como o Commerzbank, estimam que a demanda crescente levará o país a adquirir até 2,5 milhões de t em 2011/12. Se a previsão se concretizar, o volume será o mais alto em pelo menos cinco anos.

Já no Brasil, a consultoria Datagro reduziu a estimativa para a produção de cana na região Centro-Sul para 490,38 milhões de toneladas na safra 2011/12, ante previsão anterior de 498,57 milhões de t. Na safra 2010/11, a produção foi de 556,88 milhões de t. A exportação de açúcar deve ser de 20,6 milhões de t ante 23,18 milhões de t verificados na safra anterior.

Apesar dos fundamentos positivos, o holandês Rabobank estimou que a média de preços do açúcar em Nova York deve ser menor no quarto trimestre: 25,5 centavos de dólar por libra-peso, ante 28,7 centavos no terceiro trimestre. Uma oferta maior na Tailândia, Índia e Rússia deve pressionar as cotações, diz o banco.

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