Compras de Natal: o segredo é antecipar

Em março e abril a inadimplência costuma atingir seu ápice. A afirmação é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Isso aconteceria, em grande parte, por causa das dívidas que as pessoas acumulam depois dos gastos de Natal.Com o objetivo de evitar esse tipo de situação, muitos acreditam que antecipar as compras é uma boa saída para planejar melhor o orçamento.O presidente da Associação, Alencar Burti, recomenda que o consumidor antecipe o máximo possível as compras para que ele possa pesquisar preços melhor e saber o que compensará mais: comprar à vista ou a prazo, conforme os custos dos financiamentos. O diretor da Associação dos Direitos Financeiros do Consumidor (Pro-Consumer), Fernando Escalzilli, também concorda que antecipar as compras é interessante porque facilita a procura por preços mais baratos. "Se o consumidor desejar pagamentos a prazo, dispondo de um tempo maior é mais fácil analisar qual o tipo de financiamento adequado às suas necessidades, ou seja, aquele que representa um custo final menor." Outro motivo para fazer as compras com antecedência é o intenso movimento nas lojas durante as duas ou três semanas que antecedem o dia de Natal. "Em dezembro, principalmente na segunda quinzena, as lojas ficam lotadas de gente e, muitas vezes, há falta de mercadorias. Quem quiser comprar com mais calma deve aproveitar a ´paz´ de novembro", recomenda o presidente da Associação dos Lojistas de Shopping, Nabil Sahyun.Precaução frente à criseA crise argentina também afeta o Natal. O economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), Miguel da Cruz Supico, diz que, por causa dessa crise, se o governo brasileiro não apresentar uma boa política fiscal no ano que vem as taxas de juros devem subir. Por isso, comprar antecipadamente é melhor, porque evita que os consumidores arquem com parcelas muito pesadas. PechinchaA melhor arma do comprador ainda seria a boa e velha pechincha. "O comprador deve negociar não só preços como taxas de juros menores", diz Escalzilli, o diretor da Pro-Consumer. Ele acredita na eficácia desse tipo de negociação e recomenda que o consumidor peça condições de financiamento melhores por meio da apresentação dos preços de outros estabelecimentos comerciais. "Muitas vezes os comerciantes cobrem as ofertas dos concorrentes."

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