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Compras do Dia das Mães ficaram para última hora

A maioria dos consumidores acabou mesmo deixando para a última hora a compra do presente do Dia das Mães. O movimento nas lojas cresceu neste fim da semana e garantiu ao varejo a confirmação das projeções de vendas. Uma sondagem realizada, nesta segunda-feira, pela Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop), concluiu que houve crescimento de 3% nas vendas até domingo, em comparação com o mesmo período do ano passado.O resultado, para a Alshop, só não foi melhor pelos fatores limitantes da economia: juros altos, perda de poder aquisitivo do consumidor, alta das tarifas públicas e avanço da inadimplência. O tíquete médio dos presentes em centros populares ficou entre R$ 20 e R$ 30. Nos mais sofisticados, a média foi de R$ 65 a R$ 85.Segundo a entidade, os empresários consultados afirmaram que as vendas ficaram aquecidas mesmo no sábado e domingo, enquanto na semana que antecedeu a data ficou abaixo do previsto. O Shopping Interlagos, por exemplo, na zona sul de São Paulo, anunciou ter recebido 250 mil pessoas neste fim de semana, 25% a mais do que em finais de semana normais.O Shopping ABC, na Grande São Paulo, divulgou que as vendas aumentaram 10% nesta véspera do Dia das Mães em comparação com o mesmo período do ano passado.De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o movimento no domingo foi 1,9% maior do que no ano passado, ficando dentro da projeção feita anteriormente pela entidade. Até este domingo, a média diária de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), na véspera da data festiva, foi de 62,2 mil, 1,2% a menos do que em igual período de 2001. O SCPC serve de referência para as compras de maior valor, feitas a prazo.Já o sistema UseCheque, que dá uma idéia das compras de presentes à vista, ou seja, de menor custo, somou uma média diária de 72,26 mil consultas, ou 4,8% a mais do que em 2001. A entidade avalia que houve predominância de presentes mais baratos neste ano. A manutenção dos juros não alavancou as vendas de bens duráveis, avalia a ACSP. Também a falta de frio não teria favorecido uma maior procura por itens de vestuário.

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