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Compras na Macy's sem precisar ir para os EUA

Na busca por crescimento, redes americanas apostam na venda online para outros países

THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2012 | 03h06

Faz tempo que a Macy's anuncia a si mesma como um dos melhores destinos de compras para quem visita os Estados Unidos. A loja oferece até um cartão de descontos de 10% e um site de turismo com hotéis recomendados perto dos principais endereços da rede. Mas só no ano passado a Macys.com lançou um serviço de entrega para o exterior.

A Macy's é uma dentre muitas redes do varejo que buscam expandir suas operações na web internacionalmente por meio das entregas ao exterior. No último ano, Aéropostale, Crate & Barrel, Lane Bryant e J.Crew acrescentaram um serviço de entregas internacionais aos seus sites.

Algumas das redes usam as entregas internacionais para testar as águas antes de abrir lojas físicas em outros países. Seja como for, estão descobrindo que levar seus produtos para além das fronteiras americanas não é uma tarefa simples.

"Em geral, as pessoas com quem conversamos acreditam que basta jogar o produto numa caixa da FedEx e torcer para que ela chegue ao destino", diz Michael DeSimone, diretor executivo da FiftyOne, uma empresa de tecnologia que ajuda varejistas a desenvolver suas capacidades logísticas de entrega para o exterior. Mas há problemas nos sistemas de encomenda, nas alfândegas e nas tarifas postais, diz.

Muitas varejistas, por exemplo, não têm em seus sistemas de gestão de estoque um software capaz de reconhecer códigos postais estrangeiros, que nem sempre são compostos por cinco dígitos como nos Estados Unidos. "É um motivo idiota para deixar de vender para o exterior. Mas nem me lembro de quantas vezes já ouvi que esse era o maior obstáculo", diz DeSimone.

O volume de acessos de visitantes internacionais a sites americanos já é grande. Em dezembro, 14% dos visitantes que acessaram o jcrew.com eram de fora dos EUA, assim como 36% dos visitantes do abercrombie.com, de acordo com a comScore. "As redes varejistas têm procurado novas vias de crescimento fora dos EUA", diz John Morris, da BMO Capital Markets.

Os visitantes internacionais estão procurando os sites americanos atraídos por preços mais baixos e pela disponibilidade de produtos difíceis de encontrar em outros países, de acordo com a Forrester Research. A Macy's descobriu que os compradores australianos se interessam, por exemplo, por roupas da moda, ao passo que canadenses preferem artigos básicos, como peças íntimas.

Algumas redes terceirizam o serviço de entregas globais para empresas como a International Checkout. Nesses sites, os compradores transferem com um clique suas compras de lojas como Jockey e Bebe para a International Checkout, que cuida do transporte, da etiquetagem e dos procedimentos alfandegários. A entrega, por sua vez, pode custar tanto quanto o próprio produto. A Macy's disse que o custo do envio de produtos no valor de US$ 100 chega a US$ 200 com o custo de transporte, impostos e as tarifas de importação.

A questão alfandegária pode ser substancial. Cada artigo enviado para o exterior precisa ser etiquetado com informações como país de origem e materiais empregados. E certos itens não podem ser enviados a determinados lugares. A Espanha, por exemplo, proíbe baralhos.

A empresas ainda estão descobrindo a melhor maneira de se relacionar com consumidores de outros países. Promoções de um dia, típicas da Macy's, por exemplo, parecem ser bem recebidas. Mesmo assim, as redes estudam como fazer promoções que tenham mais a ver com a cultura de outros consumidores. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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