Compulsório cai para financiar bens de capital

O Banco Central aprovou ontem a regra que vai liberar cerca de R$ 15 bilhões dos bancos para estimular investimentos no País. As instituições financeiras poderão deduzir em até 20% o volume de dinheiro que atualmente são obrigadas a manter depositado no BC, sem remuneração, desde que esses recursos sejam oferecidos como financiamento para compra de máquinas, equipamentos, entre outros produtos que podem ajudar no crescimento da economia.

O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2012 | 02h02

A liberação de parte do chamado depósito compulsório foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início deste mês, quando o governo decidiu ampliar em R$ 100 bilhões o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado em 2009 por causa da crise internacional. A maior parte dos recursos - R$ 85 bilhões - sairá do orçamento do BNDES. A redução no volume de dinheiro recolhido compulsoriamente ao BC entrará em vigor a partir de 30 de janeiro para um primeiro grupo de bancos. Um segundo bloco de instituições poderá fazer uso do mecanismo no dia 6 de fevereiro.

A ampliação do PSI faz parte de uma segunda rodada de medidas lançadas pelo governo depois da divulgação do fraco desempenho da economia no terceiro trimestre do ano, quando o produto interno bruto (PIB) cresceu apenas 0,6%, metade do que era estimado tanto pelo governo, quanto por analistas do mercado. Além dos recursos, a equipe econômica reduziu de 5,5% para 5% ao ano a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como referência na maioria dos empréstimos concedidos pelo BNDES. / ADRIANA FERNANDES

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