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Compulsório complementa política monetária, diz Meirelles

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje, durante apresentação na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que os depósitos compulsórios ? parcela de recursos que os bancos recolhem ao BC ? são apenas instrumentos complementares da política monetária. "A Selic tem um impacto mais horizontal, atingindo todos os segmentos da intermediação financeira. O compulsório tem impacto mais restrito, já que atinge determinados tipos de crédito." Segundo ele, um mecanismo não pode substituir o outro. "Eles são complementares." De acordo com Meirelles, além da limitação de segmentos atingidos pelo compulsório, este não pode ser elevado de forma indefinida, por isso os juros acabam funcionando de maneira mais eficiente.O presidente do BC reconheceu que o recolhimento de depósitos compulsórios é um dos fatores que influenciam o custo fiscal das instituições financeiras. Esse alto custo é alegado pelos bancos como um dos fatores que justificam os altos juros cobrados em financiamentos. Segundo Meirelles, no momento atual a redução do compulsório levaria o BC a elevar a taxa Selic. "Mas governar é fazer escolhas. E nossa escolha agora é baixar a inflação o mais rápido possível", afirmou. Meirelles reiterou que caindo a inflação o BC poderá fazer, entre outras coisas, a redução do compulsório.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 13h26

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