Compulsório é saída para evitar juros, diz economista

O economista e consultor Ricardo Braule Pinto, integrante do Conselho Consultivo do Sistema de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera que o aumento do recolhimento compulsório no Banco Central de 45% para 60% dos depósitos à vista foi uma saída do governo para não ter que pagar mais juros pela sua dívida, mas aumentar os juros finais. Com a redução do dinheiro no mercado pelo compulsório, diz ele, os bancos terão que aumentar os juros para captarem recursos e cobrarão mais também de quem for tomar empréstimo com eles."Isso aumenta a propensão de poupar e adiar gastos. Nesse sentido, contribui para reduzir a inflação", disse o economista. Braule Pinto não sabe se as medidas são suficientes para a inflação ficar dentro da meta de 8,5% este ano e nem se a inflação entrará em trajetória de redução. "Espero que o aumento dos juros e do compulsório coloquem a inflação em trajetória declinante. No médio e longo prazo, essas medidas fazem isso sim, mas no curto prazo, eu não sei", afirmou.Ele lembrou que os juros tem subido todos os meses há algum tempo. "As expectativas para inflação têm aumentado apesar dos juros estarem subindo. Mas se as expectativas aumentam, o Banco Central não tem outra coisa a fazer se não tomar medidas como essas."

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