Compulsórios: bancos reduziram juros

A queda do compulsório, anunciada ontem, reduziu de 55% para 45% o porcentual sobre os depósitos à vista que os bancos devem repassar para o Banco Central (BC) diariamente. Com isso, o volume de dinheiro disponível para o crédito ao consumidor pode aumentar. De acordo com as expectativas, serão R$ 3,3 bilhões a mais. Nem todos os analistas concordam que esse dinheiro será repassado para o crédito. Espera-se que uma boa parte dele seja investida pelos bancos em títulos públicos. Veja mais informações no link abaixo. Uma outra conseqüência da medida anunciada pelo BC é uma possível redução das taxas de juros. Isso porque um aumento no volume de dinheiro disponível para o crédito, faria com que as taxas cedessem um pouco. Atualmente, as taxas de juros estão muito salgadas e isso tem sido um forte motivo para inibir a tomada de crédito por parte dos clientes.Para se ter uma idéia, o empréstimo pessoal - modalidade de crédito ao consumidor com os juros mais baixos do mercado - oferece taxas em torno de 70,56% ao ano, de acordo com dados do Procon-SP. No cheque especial o consumidor paga taxas salgadas de 187,52% ao ano. Veja como as instituições financeiras reagiramO Bradesco já anunciou a redução das taxas de juros do cheque especial e do crédito pessoal, de acordo com a reportagem da editora Daniela Milanese. No cheque especial, a taxa máxima caiu de 8,80% para 7,80% ao mês. A taxa mínima do cheque especial passou de 2,64% para 2,30% ao mês. No crédito pessoal, a taxa máxima caiu de 4,50% para 4,40% e a mínima passou de 3,00% para 2,90% ao mês. O Banco do Brasil (BB) informou ao repórter Gustavo Freire que a instituição vai reduzir as taxas de juros do cheque especial, do cartão de crédito e das operações de crédito direto ao consumidor já na próxima segunda-feira. Os juros do cheque especial para clientes preferenciais serão reduzidos de 2,95% ao mês para 2,10%. Nas operações em que as taxas são mais altas, os juros serão diminuídos de 8,5% para 7,79% ao mês. No cartão de crédito, o BB vai reduzir a taxa de 8,5% para 8% no rotativo, e de 5,1% para 4,9% no parcelado. A redução deverá fazer com que o BB consiga liberar cerca de R$ 900 milhões para o crédito.Já o Banco Bilbao Vizcaya (BBVA) considera que a redução de taxas de juros por instituições financeiras não depende apenas da queda do compulsório. De acordo com reportagem de Aline Cury Zampieri, a diminuição dos juros está atrelada a um conjunto de fatores, que inclui o índice de inadimplência nacional e a parcela fiscal das operações. A instituição chegou a admitir a possibilidade de uma pequena redução nas taxas.A Caixa Econômica Federal (CEF) disse que vai analisar o assunto a partir da próxima semana. De acordo com a instituição, as taxas praticadas pela CEF já estão muito competitivas.

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