Comunicado do G-20 prevê 2 encontros em 2010, diz Garcia

Segundo assessor do governo brasileiro, primeira reunião do grupo no próximo ano será em julho, no Canadá

NALU FERNANDES, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 14h42

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, informou nesta sexta-feira, 25, que o comunicado do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), que será divulgado nesta sexta, prevê duas reuniões do grupo no próximo ano. Usualmente, o G-20 tinha um encontro por ano. Após o agravamento da crise, no final do ano passado, o grupo passou a ter reuniões frequentes e, agora, decidiu ter dois encontros em 2010. No ano que vem, o primeiro evento do G-20 está marcado para o mesmo período da reunião do G-8 (grupo que reúne os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia), no Canadá, em junho, e a segunda reunião está prevista para novembro.

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Garcia afirmou ainda que o rascunho para o comunicado final do G-20 estabelece aumento da participação dos emergentes nas cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI) "de pelo menos 5%", o que sinaliza a possibilidade de um novo aumento no futuro. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito à Agência Estado que o aumento seria em torno de 5%.

A elevação é inferior ao pleito de 7% feito pelos países do grupo Bric (Brasil, Índia, Rússia e China), mas, na avaliação de Garcia, a mudança "representa um maior equilíbrio (de poder) dentro do FMI". A reforma, continuou ele, ajuda os organismos de Bretton Woods a enfrentar melhor a crise mundial. "Estas entidades não estavam aparelhadas", avaliou. O G-20 substitui o G-8 no processo de decisão na arena econômico-financeira mundial, declarou o assessor da Presidência. "O G-8 não morreu, mas está sofrendo de clara agonia", completou.

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