Conac vai acompanhar medidas; Guarulhos absorverá 151 vôos

O Conselho de Aviação Civil (Conac)determinou nesta segunda-feira o acompanhamento minucioso eregular das medidas para atacar a crise aérea, anunciadas há 10dias. Entre os pontos definidos, segundo o ministro da Defesa,Nelson Jobim, está o remanejamento de 151 vôos diários doAeroporto de Congonhas para Guarulhos. O objetivo, já anunciado pelo plano do governo no pacote demedidas, é desafogar Congonhas, hoje com 712 vôos diários, ecriar novos centros de escalas e conexões. "Creio que vamos ter essa solução dentro de 30 dias",afirmou Jobim a jornalistas. O Conac, comandado pelo ministro,determinou à Infraero e à Agência Nacional de Aviação Civil(Anac) que viabilizem esta transferência de demanda para oAeroporto de Guarulhos. O aeroporto tem capacidade para operar 1.296 vôos diáriosmas ainda tem folga para operar 683. Por decisão do Conac, oórgão terá um comitê técnico de assessoramento que realizará acada 15 dias um acompanhamento da execução das medidas. Questionado sobre um eventual aumento de preços naspassagens aéreas por conta do remanejamento em Congonhas, oministro apenas afirmou que o governo atuará para reduzir opreço de insumos como o querosene de aviação. Jobim pediu para que o ministro da Fazendo, Guido Mantega,apresente uma proposta para unificar o valor do ICMS sobre estecombustível. Com a decisão de desafogar Congonhas, outros 11 destinosfuncionarão como pontos de conexão e escalas. Brasília fará a conexão com o Norte e com o Centro-Oeste.Aeroportos do interior de São Paulo atuarão com as regiõesCentro-Oeste e Sul. O Aeroporto de Curitiba ficará com a regiãosul do país; o Galeão ficará com o Nordeste, Europa, América doNorte, América do Sul e Confins (MG) com o Nordeste, porexemplo. Congonhas continuará operando com aeroportos no limite deduas horas de vôo. O ministro da Defesa afirmou ainda que Guarulhos receberáessa demanda de Congonhas a partir também de obras que serãorealizadas no aeroporto. A Infraero iniciará imediatamente um estudo de layout noAeroporto de Guarulhos para receber um número maior depassageiros e o próprio ministério articulará a recuperação deespaços hoje ainda ocupados por empresas falidas e emrecuperação judicial, como a Transbrasil e a Vasp. Jobim não quis responder sobre a esperada demissão dobrigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, e disseque nunca convidou o ex-presidente do Banco do Brasil RossanoMaranhão para ocupar o posto. A informação contraria a versão que circulou nesta manhã noPalácio do Planalto, segundo a qual Maranhão teria recusado oconvite por alguns "impedimentos". A troca no comando daInfraero deve ocorrer nos próximos dias.

NATUZA NERY, REUTERS

30 de julho de 2007 | 20h58

Tudo o que sabemos sobre:
BRASILAEREASCONAC

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.