JF DIORIO /ESTADÃO
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Concessionária tenta saída para manter Viracopos

ABV havia anunciado a devolução da concessão, mas agora busca evitar que o terminal passe por um novo leilão

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2017 | 23h43

BRASÍLIA – Depois de anunciar a devolução da concessão, no fim de julho, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) disse nesta quinta-feira, 28, que apresentará ao governo alternativas para tentar manter o negócio e evitar que ele seja novamente leiloado, segundo disse o diretor-presidente da empresa, Gustavo Müssnich, em audiência pública na Câmara dos Deputados que discutiu a situação do aeroporto.

Hoje, explicou Müssnich, o aeroporto não consegue pagar seus custos operacionais, suas dívidas e taxas de outorga. Mas, com a redução de parte dessas obrigações, o negócio passaria a ser sustentável.

++Bancos temem calote de R$ 2,5 bi em processo de devolução de Viracopos

A mudança no cronograma dos pagamentos feitos pelos aeroportos concedidos ao governo foi regulada por uma Medida Provisória (MP) aprovada pelo na última terça-feira, 26.

Galeão, Guarulhos e Brasília deverão se beneficiar dessa possibilidade. Viracopos, porém, não se candidatou a essa reprogramação porque ela só é autorizada caso a concessionária antecipe pagamentos ao governo – algo que o aeroporto de Campinas não tem condições de fazer.

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No entanto, a julgar pelas respostas dadas pelos representantes do governo presentes à reunião, a ABV não conseguirá salvar a concessão. “Qualquer renegociação precisa ser nos limites do contrato de hoje”, disse o secretário de política regulatória de Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Rogério Coimbra. O caminho provável para Viracopos é mesmo um novo leilão, disse o secretário de Coordenação de Projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Tarcísio Freitas.

A redução da outorga só é possível em situações específicas – e a queda no movimento não é uma das hipóteses. Mas a ABV argumenta que investiu R$ 2 bilhões, seguindo o disposto no contrato. O fluxo de passageiros, porém, é hoje metade do previsto e a movimentação de carga foi frustrada em 60%.

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