Concessionárias discutirão reajuste menor para telefonia fixa

As concessionárias de telefonia fixa iniciarão, na próxima segunda-feira, a discussão com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) da possibilidade de reduzir ainda mais o reajuste extra de 8,7% acertado entre as empresas e o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. O índice mais baixo irá incidir na assinatura básica, no pulso e no telefone público. O reajuste autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) era de cerca de 11%, com base no Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), e não foi cobrado pelas empresas no ano passado. Mas na última segunda-feira, as concessionárias aceitaram a proposta do ministro Eunício Oliveira, de não ultrapassar o teto de 8,7% e parcelar o aumento em duas vezes. O presidente da Anatel, Pedro Jaime Ziller, informou que a autarquia tem interesse em uma rápida solução para o assunto. E que as concessionárias concordaram com a busca de um índice mais baixo. "As empresas poderiam aplicar o valor que a Justiça determinou, mas optaram por este caminho que é o mais lógico e mais racional", afirmou Pedro Ziller. Representantes da Brasil Telecom, Telefônica, Embratel, Telemar, Sercomtel e CTBC discutiram ontem à noite com Ziller as diretrizes das negociações firmadas com o governo. O índice negociado entre as concessionárias e o governo será calculado acima dos 6,89% já autorizados pela Anatel em 1º de junho. O diferencial de 8,7% será aplicado em duas parcelas iguais de 4,35%, com vencimento em 1º de setembro e em 1º de novembro.As informações são da Agência Brasil.

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