Concessões de crédito caem, mas estoque cresce em novembro

Novos empréstimos caem 9,4% no mês; volume das operações sobe 2%, para R$ 1,209 trilhão, ou 40,3% do PIB

Reuters e Agência Estado,

23 de dezembro de 2008 | 10h52

As novas concessões de crédito oferecidas pelo bancos no País caíram 9,4% em novembro na comparação com o mês anterior, impactadas por um menor número de dias úteis, mostraram números do Banco Central nesta terça-feira, 23. Apesar disso, o estoque de crédito cresceu 2% no período, para R$ 1,209 trilhão, o equivalente a 40,3% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com a nota do BC, as medidas tomadas pelo governo para preservar a liquidez no País "compensaram, em parte, os efeitos decorrentes da crise internacional".  Veja também:Juro ao consumidor vai a 58,7%, o maior desde março de 2006 Na comparação pela média diária, as concessões de crédito aumentaram 4,2% no mês passado, sinalizando uma recuperação do financiamento após a forte retração de 7,3% em outubro verificada em meio ao agravamento da crise financeira global. As operações de crédito com recursos livres, utilizadas como referenciais para cálculo da taxa média de juros do mercado, aumentaram 1,9% em novembro ante outubro, alcançando R$ 666 bilhões. O crédito para pessoa jurídica subiu 3,3%, para R$ 392,4 bilhões em novembro; e para pessoa física o volume ficou estável em R$ 273,6 bilhões. No acumulado do ano, o estoque de crédito registra expansão de 29,2% e nos 12 meses encerrados em novembro, sobe 32,8%. Na comparação de outubro com setembro, o estoque total de crédito havia crescido 2,9% e acumulava em 12 meses até outubro, expansão de 34,6%.  Já as novas concessões acumulam queda de 1,6% em 12 meses, determinada pelo recuo de 7,6% no segmento pessoa física já que as concessões a pessoas jurídicas subiram 1,6%.

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