Concorrência baixa preço do litro da gasolina

A concorrência tem sido fator preponderante na redução do preço da gasolina de alguns postos na cidade de São Paulo, principalmente entre os estabelecimentos sem bandeira definida - os chamados "bandeira branca". São esses postos que cobram o menor preço pelo litro da gasolina na capital paulista - R$ 1,39 -, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP).Para acompanhar o valor cobrado pelos concorrentes, a solução está sendo reduzir um pouco a margem de lucro obtida anteriormente, afirma o sócio do Posto Triângulo Perfeito, na Zona Leste, Claudio Meireles. O estabelecimento é um dos que cobra o menor preço pelo litro da gasolina em São Paulo (R$ 1,39). Ele afirma que a redução somente ocorreu por conta da queda no valor cobrado pelo posto vizinho. "Dois dias depois também tive de baixar meu preço; pelo menos, o movimento melhorou."No Auto Posto Aro, também na Zona Leste, onde o preço do litro da gasolina é R$ 1,39, a situação é semelhante. Segundo o gerente do estabelecimento, Misael de Moraes, se o preço do combustível não ficar no mesmo nível dos demais, o posto não consegue vender nenhum litro de gasolina. Nos dois casos, a margem de lucro está sendo de aproximadamente R$ 0,09, já que as distribuidoras que atendem os postos oferecem o combustível pelo preço médio de R$ 1,31. Para não ficarem no vermelho, os dois postos terão de vender uma cota de gasolina durante o mês, 300 mil litros e 120 mil litros, respectivamente. "Esse é o limite para não perder dinheiro", afirma Meireles, do Triângulo Perfeito.Mas nem todos os estabelecimentos têm a mesma posição. Na Avenida Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, dois postos mantêm o preço em R$ 1,59 o litro, com uma margem de lucro de aproximadamente R$ 0,27. A questão é que os dois estabelecimentos pertencem a um mesmo proprietário. Segundo o gerente do posto, não há a menor possibilidade de reduzir a margem de lucro, pois suas despesas operacionais não diminuíram. "Mesmo com essa margem de lucro, terei de vender aproximadamente 260 mil litros de combustível para conseguir cobrir minha folha de pagamento", afirma o gerente. Segundo ele, nova redução só será possível se a distribuidora diminuir seu preço.

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