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Concorrência cresce e beneficia o consumidor

Aos poucos, mercado de crédito imobiliário começa a ser explorado por companhias hipotecárias

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 00h00

Na disputa entre bancos e outros agentes financeiros, como as companhias hipotecárias, para ampliar a participação no mercado imobiliário, quem sai ganhando é o consumidor. Esse é o caso do engenheiro Alexandre Gomes, de 38 anos, casado e pai de dois filhos, que acaba de levantar um empréstimo de R$ 175 mil numa companhia hipotecária. O dinheiro será usado para construir uma casa em Cotia. Hoje, a família mora num apartamento em São Paulo.Gomes conta que deu como garantia metade de um terreno de 1.100 metros quadrados, avaliado em R$ 350 mil. Assim, conseguiu levantar um empréstimo para erguer a casa própria. O financiamento será quitado em dez anos, com prestações de R$ 2,1 mil, corrigidas pelo IGP-M e juros mensais de 1%.''''Optei pelo financiamento na companhia hipotecária porque nos bancos havia muita burocracia. Além disso,o empréstimo só seria liberado gradualmente'''', diz o engenheiro. Com o dinheiro no bolso, Gomes conta que já começou a construção e prevê terminá-la num prazo de 18 meses.A escolha de Gomes mostra que novas formas de financiamento começam a surgir no mercado para disputar os recursos direcionados para os imóveis. As companhias hipotecárias são um exemplo dessa mudança nas regras dos financiamentos. Neste caso, o imóvel entra como garantia do financiamento, o que reduz a taxa do empréstimo e as exigências para a liberação do dinheiro.''''Estamos praticamente sozinhos nesse mercado'''', afirma o diretor da companhia hipotecária Brazilian Mortgages (BM), Elyseu Mardegan Jr. Ele conta que, em maio deste ano, a empresa lançou um produto para financiar imóveis novos, usados e lotes urbanos com prazo de financiamento de 30 anos - antes, segundo ele, de os bancos terem esticado o prazo.Sem revelar cifras destinadas ao financiamento de imóveis, Mardegan Jr. dá pistas da metas da empresa. Hoje tem cinco lojas na Grande São Paulo e pretende fechar este ano com dez pontos-de-venda.

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