Concorrência dificulta ATMs compartilhados no País

O compartilhamento de máquinas de autoatendimento (ATM) entre os bancos é uma tendência, mas no Brasil enfrenta resistência em meio à grande concorrência existente no setor e as estratégias de segurança de cada instituição. A opinião é de Nelson Yassuo Osanai, diretor Comercial da Fujitsu, empresa japonesa fornecedora de soluções baseadas em tecnologia da informação. "O mercado brasileiro é um dos maiores de ATMs do mundo. Existe uma tendência de os bancos passarem a compartilhar suas máquinas, mas ainda não há um movimento muito forte", explicou ele, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

12 de junho de 2013 | 16h23

Atualmente, conforme o especialista, alguns bancos já fazem algum tipo de compartilhamento como, por exemplo, o Banco de Brasília com o Banco do Brasil. No entanto, diante do elevado número de ATMs por parte da cada instituição, no curto prazo, ele acredita ser difícil alavancar esta tendência. Existem hoje no Brasil, conforme Osanai, quase 200 mil máquinas de autoatendimento.

"É difícil avançar no compartilhamento de ATMs no Brasil não por conta da tecnologia. Na maioria dos países, isso já funciona, mas no Brasil o fato de cada banco ter uma estratégia e adotar uma determinada política de segurança dificultam o aumento do compartilhamento", avaliou ele.

Segurança

No quesito segurança, a indústria bancária caminha, segundo Osanai, para adotar cada vez mais soluções de biometria. O Bradesco, que utiliza tecnologia da Fujitsu, por exemplo, conseguiu em cerca de quatro anos após adotar a leitura de veias da palma da mão nos seus ATMs realizar mais de 500 milhões de transações sem registro de fraudes. A tendência agora, conforme ele, é do crescimento do uso do ATM sem cartão de débito, apenas com a palma da mão.

"O Bradesco e o Banco do Brasil já possibilitam que seus correntistas saquem dinheiro nos ATMs sem o uso do cartão. Isso ainda não está sendo utilizado em larga escala, mas é uma tendência", lembra ele.

Osanai acrescenta ainda que outra possibilidade de os bancos reduzirem custos nos seus ATMs é permitir que as máquinas de autoatendimento façam depósitos sem envelopes. Essa iniciativa evita, conforme ele, a necessidade de se fazer o reabastecimento dos caixas eletrônicos, reduzindo custos de logística. "Hoje, quase 100% dos ATMs só permitem depósitos em envelopes", atenta ele.

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