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Condição de credor coroa fortalecimento do País, diz Coutinho

Segundo presidente do BNDES, condição permite blindagem da economia diante da crise internacional

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2008 | 13h58

O anúncio de que o Brasil possui recursos para pagar toda a sua dívida externa representa o coroamento do processo de fortalecimento da economia, na avaliação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. "Essa condição é que tem permitido a blindagem da economia brasileira diante da crise internacional", destacou. Veja também:"Impagável", dívida externa chegou a US$ 230 bi Segundo Coutinho, o aumento das reservas internacionais brasileiras e os superávits comerciais possibilitaram ao País alcançar o patamar de credor externo. "Se não fosse turbulência internacional o Brasil teria alcançado essa condição há dois ou três meses", avaliou. Ele avaliou que seria importante para o País manter-se como credor externo no médio e no longo prazo. O presidente do BNDES afirmou que, apesar dos temores de recessão na economia norte-americana e de desaceleração internacional, as expectativas positivas dos empresários brasileiros estão preservadas. "Nesses primeiros meses, o BNDES tem recebido demanda por empréstimos no mesmo ritmo do fim do ano passado." De acordo com o executivo, os investimentos privados deverão assegurar a sustentação do crescimento da economia sem pressões inflacionárias. Otimista, Coutinho ressaltou que o Brasil tem hoje uma das "principais fronteiras de crescimento do mundo". Ele mencionou que as empresas nacionais possuem boa saúde financeira e um sistema bancário capacitado para emprestar, além do crescimento do emprego e da renda, que possibilita um maior consumo das famílias. "Tudo isso cria cenário em que o crescimento da economia é robusto, mesmo com a situação internacional menos favorável", comentou.  Grau de investimento Segundo ele, o Brasil reunirá condições maduras para conquistar a classificação de grau de investimento neste ano. "Com um pouco mais de avanço no campo fiscal, o investment grade estará ao nosso alcance", avaliou. Coutinho ponderou que o prazo para a melhora da nota brasileira depende das agências de classificação de risco, mas disse que a condição de credor externo obtida pelo País contribui para consolidar a imagem de solidez da economia. O presidente do BNDES manifestou preocupação com a valorização da moeda brasileira em relação ao dólar. "Obviamente, o câmbio é flutuante, mas a apreciação como tendência não é saudável." Ele ressaltou que esse cenário é ruim para qualquer economia em qualquer momento, mas disse esperar que o próprio mercado corrija essa distorção em algum momento. Coutinho evitou se manifestar a respeito questões empresariais, como a possibilidade da compra da Xstrata pela Vale. No entanto, confirmou que é de interesse do BNDES e do governo viabilizar o projeto de construção de uma siderúrgica no Pará pela mineradora brasileira. O presidente do BNDES concedeu entrevista coletiva nesta sexta em São Paulo, após participar da assinatura do contrato que destina R$ 32 milhões ao Instituto Butantan para o desenvolvimento de vacinas.

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