Condição melhor justifica não renovação com o FMI, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, explicou hoje que o governo brasileiro decidiu não renovar o acordo com o FMI por acreditar que os fundamentos da economia brasileira estão melhores do que estavam em setembro de 2003, quando o Brasil renovou o acordo com o organismo internacional.Palocci disse que, na ocasião, o acordo já tinha um caráter preventivo e que o Brasil anunciou naquele momento que não pretendia fazer saques se "os fundamentos assim permitissem". "Esses fundamentos da economia se confirmaram com elementos mais vigorosos e em uma dimensão maior do que a nossa perspectiva de setembro de 2003", disse o ministro, que está concedendo entrevista neste momento ao lado de toda a equipe da Fazenda.Ele citou como esses fundamentos a redução da vulnerabilidade externa, o crescimento econômico positivo, a melhora do comportamento fiscal para contas presentes e futuras e o comportamento favorável das contas externas, além do recorde nas exportações que chegou à casa dos US$ 100 bilhões."Isso nos fez propor ao presidente Lula a não renovação do acordo. Os pilares econômicos estão mais favoráveis que no início da nossa gestão. Então, acreditamos que seja melhor para o Brasil, para o FMI e para a nossa economia a não renovação do acordo", afirmou o ministro. Palocci assegurou que o governo brasileiro continuará dando prioridade aos compromissos fiscais, que devem seguir melhorando.

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