Condições melhoram, mas acordo com FMI é considerado

A melhora nos indicadores econômicos, especialmente a redução do risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do País ?, deverá reforçar a tendência de queda na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que termina amanhã. No entanto, no longo prazo, o menor custo de captação de dinheiro lá fora, que reflete a confiança do investidor internacional em relação ao futuro da economia brasileira, ainda não é suficiente para o governo se sentir confortável sem o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI). O fato é que a percepção do risco Brasil ainda é pior do que a média dos países emergentes. O risco país está 40% acima dessas economias. Enquanto, no final da semana passada, o risco Brasil estava, em média, 678 pontos acima dos papéis do Tesouro norte-americano, as demais economias emergentes apresentavam risco de 480 pontos. ReservasA melhor percepção dos investidores ainda está longe de ser um passaporte definitivo para o clube das economias preferidas para realização de investimentos, já que até mesmo entre os países emergentes, o Brasil ainda patina. "Além disso, o nível de reservas do País é bastante baixo. Por isso, é importante o respaldo do FMI", completa o economista economista Nathan Blanche, da consultoria Tendências. Atualmente, as reservas internacionais brasileiras somam cerca de US$ 52 bilhões, o que representa 40% da dívida externa do setor público, que é de US$ 125 bilhões. Essa relação é considerada muito baixa quando comparada com a de outras economias emergentes que disputam recursos com o Brasil no mercado internacional como o Coréia (667,3%), China (299,1%), Chile (213,9%), México (65,6%) e Rússia (52,3%).

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