Condomínios devem fazer provisão para gastos

Os condomínios que não adotam a política de fazer provisão de verbas para cobertura de despesas sazonais, como o pagamento do 13.º salário e férias dos funcionários, precisam fazer arrecadações emergenciais em alguns meses do ano para bancar esses gastos.O impacto sobre o orçamento, no caso, é forte. Na capital, os custos condominiais aumentaram 27,69% nos últimos dois meses do ano passado (11,49% em novembro e 14,53% em dezembro), segundo pesquisa da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic-SP). Na análise do presidente da Aabic, José Roberto Graiche, o aumento sazonal das despesas, com pessoal e encargos sociais nesses dois meses, provocou disparidade entre os custos condominiais e os índices de inflação no período. Mas, ao longo de 2001, os valores médios de condomínios variaram apenas 6,60%, diante da inflação de 10,38% medida pelo IGP-M, comenta.Para evitar que ao longo do ano ocorram arrecadações extras destinadas à quitação de gastos sazonais, o mais indicado é propor na assembléia anual de previsão orçamentária a aprovação de provisões mensais para o pagamento de cada um desses itens. A maioria dos condomínios já trabalha com o esquema de provisões para o pagamento do 13.º salário e das férias dos funcionários, afirma Hubert Gebara, diretor da Hubert Assessoria Imobiliária. Por essa prática, o valor que seria desembolsado de uma só vez poderá ser diluído no período de 12 meses e não sobrecarregará tanto o orçamento do condômino. Essa é também a opinião de Benjamim Souza da Cunha, vice-presidente da área de Condomínios e Relações Trabalhistas do Secovi-SP (sindicato da habitação). Ele diz que cada uma das provisões deve ser depositada em conta separada. Ou seja, a verba não poderá ir para a conta normal do condomínio, aquela destinada ao pagamento das despesas mensais, nem para o fundo de reserva com outros fins.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.