SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Confecção utiliza internet como 'vitrine'

Confecção paulistana de moda feminina Mai & Mai apenas exibe os produtos online, mas não os comercializa

Márcia De Chiara, O Estado de S. Paulo

21 Fevereiro 2015 | 17h53

Nem loja física nem comércio online. O caminho escolhido pela pequena confecção paulistana de moda feminina Mai & Mai foi a venda direta, baseada nos contatos das revendedoras, das redes sociais, como Facebook e Instagram, e do site da empresa que apenas exibe os produtos, mas não os comercializa.

“Usamos a internet como vitrine”, diz Luciano Balbim, um dos sócios da confecção. Criada em 2009, a empresa fabricava roupas para grifes de luxo. Apenas uma pequena parcela de itens era vendida pessoalmente pelas sócias e fundadoras da companhia, Daniela Rizk e Luciana Aidar, para um círculo de amigas.

No segundo semestre de 2013, quando Balbim entrou na companhia, foi definido um novo plano de negócios para a empresa. A fabricação de roupas para terceiros foi abandonada e a empresa passou a focar na produção de confecções da sua própria marca. Neste mês, por exemplo, serão fabricadas 2,5 mil peças. Ele não revela o investimento inicial nem faturamento, mas a expectativa de vendas é crescente.

“Decidimos investir na nossa marca por causa da rentabilidade”, diz o sócio. E ter uma loja física ficou fora do projeto. “Abrir uma loja tradicional, que provavelmente seria na Rua Oscar Freire (um dos pontos comerciais mais valorizados no bairro paulistano de Jardins) por causa do perfil do nosso consumidor, é um investimento gigantesco. Preferimos aplicar esse dinheiro na produção.”

Segundo Balbim, o canal escolhido foi expandir a venda direta por meio de revendedoras. Inicialmente, a comercialização era feita pelas sócias. Hoje a confecção tem 40 revendedoras espalhadas entre o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. A meta até o fim deste ano é chegar a 75 revendedoras no País.

O empresário diz que levar a loja à casa do cliente é mais conveniente. “Ela pode provar a roupa no seu ambiente, sem a presença do vendedor.” Além da malha de contatos das revendedoras, outro canal de divulgação do produtos é a rede social e a página da empresa na internet. Mas em ambos os casos, não são feitas vendas por meio desses canais, apenas contatos.

Balbim diz que não tem intenção de ter um loja online porque seriam necessários investimentos em logística. No modelo de venda direta, após o contato com a revendedora, os produtos escolhidos são levados à casa da cliente pelo serviço dos Correios (Sedex).

Já na cidade de São Paulo, um motorista vai até a casa da cliente, deixa os produtos para que ela experimente e escolha o que vai comprar.

Com a eliminação de custos fixos, como aluguel de loja física, gastos com logística, no caso de uma loja virtual, Balbim acredita que consegue vender seus produtos com preços entre 30% e 40% menores em relação a peças similares comercializadas no varejo tradicional. Esse é o pulo do gato do negócio.

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