Confederação alemã da indústria quer proximidade com Brasil

A Confederação Alemã da Indústria (BDI) e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) assinaram hoje um convênio de cooperação técnica para estimular o comércio bilateral. Segundo maior país importador do mundo, a Alemanha comprou do Brasil US$ 2,5 bilhões, no ano passado, e de Minas Gerais US$ 373 milhões. A maior parte das importações mineiras foram de café, minério, soja e produtos metalúrgicos. O volume pode ser ainda maior este ano, segundo informou o vice-presidente executivo da BDI, Ludolf von Wartenberg. Para ele, "Minas Gerais é uma região de grande expressão industrial, e que a Alemanha ainda não descobriu". "O futuro está na cadeia de agregação de valor, temos que nos conhecer mais de perto, principalmente com o advento do Mercosul", afirmou.Pelo convênio, será incentivado o intercâmbio comercial em vários setores. Os prioritários, em Minas Gerais, serão segmentos de eletroeletrônica, comunicação e mecânica de alta precisão. Os três segmentos terão, a partir de agora, toda a atenção da Confederação Alemã da Indústria.Necessidades e interessesDe acordo com o consultor da Roland Berger - empresa presente em mais de 80 países ?, Wolfgang Ruth, a tendência na Alemanha é o mercado voltado para a terceira idade, vendendo, por exemplo, telefones celulares com visores maiores. Outro segmento é o de produtos naturais, com ênfase para a complementação alimentar. "Receptivo também é o setor de diversão. E isto inclui viagens pelas cidades históricas de Minas Gerais, vestuário e bebidas", disse.Wolfgang citou o enorme sucesso da cachaça brasileira na Alemanha. "Com ela fizemos a caipirinha, só falta agora trazer o açúcar do Brasil para que ela fique com o mesmo gosto", admitiu. A caipirinha na Alemanha é feita com açúcar de beterraba.

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