Confederação do comércio vê estabilidade nas vendas

O chefe do departamento de Economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, fez as contas sem os efeitos sazonais para as vendas do comércio em maio, a partir dos dados divulgados hoje pelo IBGE, e concluiu que, quando é retirado o Dia das Mães, o setor "praticamente não cresceu ante abril". Nas contas do economista, a variação das vendas do varejo em maio sobre abril foi de -0,4% no indicador dessazonalizado, o que considera como estabilidade.Apesar dos números da CNC revelarem um cenário menos otimista do que o divulgado pelo IBGE - que mostrou crescimento de 10,01% nas vendas em maio sobre igual mês do ano passado -, ele disse que revisou para cima a estimativa para a variação acumulada das vendas do comércio em 2004 na comparação com o ano anterior, de 4% para 7%. "A avalanche de crédito vai continuar impulsionando os bens duráveis", disse.Para o economista, o desempenho dos bens duráveis - aumento de 28% em maio sobre igual mês do ano anterior e de 1,7% ante abril, segundo as contas da CNC - foi "surpreendente". Os não-duráveis, no indicador dessazonalizado, aumentaram as vendas em 0,5% em maio em relação a abril. A expectativa de Thadeu de Freitas é de que os bens duráveis continuem puxando as vendas do comércio no segundo semestre, enquanto a recuperação dos não-duráveis deverá prosseguir mais lenta, já que está vinculada à renda, que, para o economista, deverá se recuperar lentamente.

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