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Confederação vai propor simplificação das apólices

CNSeg vai encaminhar proposta à Susep no início do ano; objetivo é ajudar consumidor a [br]entender os documentos

Roberta Scrivano, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

No início do próximo ano, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg) entregará uma proposta à Superintendência de Seguros Privados (Susep) sugerindo a simplificação das apólices de seguros.

O principal motivo da ideia é facilitar o entendimento do segurado sobre seus direitos e coberturas. "Queremos simplificar as condições gerais da apólice", diz Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNSeg.

A executiva afirma que hoje esses documentos são muito grandes, usam termos técnicos e têm informações importantes com pouco destaque.

A dificuldade no entendimento da apólice ou a não leitura do documento, diz Solange, também pode gerar insatisfação do cliente diante dos serviços da seguradora. "Creio que metade das reclamações que as ouvidorias recebem são justamente por falta de conhecimento das regras descritas na apólice", afirma.

Solange está, ao lado de outros membros da confederação, encabeçando a elaboração nova proposta. "Que já está na reta final", comenta.

Ela adianta que serão definidos dez principais pontos, alguns específicos para o segmento do seguro (carro ou vida, por exemplo), que deverão formar uma espécie de resumo da apólice de hoje. "Esses pontos serão os que o consumidor deverá se ater antes de aderir à apólice."

O aperfeiçoamento do documento tem a ver com o crescimento do setor no Brasil. "O aumento de renda impacta diretamente no setor de seguros", comenta. E como a tendência é de continuar havendo aumento de renda, o setor de seguros tem a mesma perspectiva de alta.

A aprovação da proposta, no entanto, depende da Susep, que regula o segmento de seguros no País. Não há prazo legal para a tomada de decisão.

O surgimento de ouvidorias nas seguradoras (movimento iniciado em 2006) também tem a ver com a vontade de atender melhor o cliente, afirma a diretora da CNSeg.

"Em 2006, 24 empresas aderiram à ouvidoria. Hoje são 37 empresas. Isso mostra a disposição das companhias em ouvir o cliente para adequar-se cada vez mais às demandas", afirma. As 37 empresas que têm ouvidoria hoje representam 95% da arrecadação do mercado de seguros, salienta a diretora.

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