Confiança da indústria é a menor desde 1999, aponta CNI

Índice atinge 47,4 pontos no quarto trimestre de 2008, abaixo da linha de 50 pontos, o que indica pessimismo

Sandra Manfrini, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2009 | 11h53

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu de 52,5 pontos no terceiro trimestre de 2008 para 47,4 pontos no quarto trimestre do ano passado. Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), esse é o menor índice registrado desde janeiro de 1999. Além disso, o indicador não ficava abaixo da linha de 50 pontos, o que indica pessimismo de acordo com a metodologia da pesquisa, desde outubro de 2002.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Na comparação com o índice de confiança relativo ao último trimestre de 2007, divulgado em janeiro de 2008, a queda foi de 14,4 pontos. Naquele ano, a confiança do empresário industrial era de 61,8 pontos.   Segundo a pesquisa, a perda de confiança é mais intensa entre as empresas de maior porte. O ICEI das grandes empresas caiu de 51,5 pontos para 47,3 pontos. Nas médias empresas, o índice medido passou de 52,6 pontos no terceiro trimestre para 45,3 pontos no quarto trimestre. As pequenas empresas são as únicas que se mantêm relativamente confiantes. O índice para esse porte ficou próximo da linha divisória dos 50 pontos (49,5 pontos). No trimestre anterior, o índice desse segmento, no entanto, foi de 53,6 pontos.   O ICEI varia no intervalo de 0 a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 indicam empresários confiantes. Abaixo desse índice, há perda de confiança. A pesquisa da CNI foi realizada no período de 5 a 26 de janeiro, num universo de 1.407 empresas, sendo 749 pequenas, 444 médias e 214 grandes.   Semestre   O ICEI para os próximos seis meses manteve-se praticamente estável no quarto trimestre de 2008, na comparação com o apurado no trimestre anterior. Esse índice de expectativa caiu de 53,4 pontos para 53,1 pontos. Apesar do indicador acima de 50 pontos refletir otimismo, ele ainda é o menor desde janeiro de 1999.   Segundo a CNI, a avaliação dos empresários é bastante díspar entre as perspectivas sobre a própria empresa e a economia brasileira para os próximos seis meses. O empresário permanece otimista com relação a sua empresa, o índice medido ficou em 56,6 pontos. No entanto, está pessimista com relação à economia brasileira, com um índice de confiança de 46,3 pontos.

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