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Confiança da indústria sobe pelo 3º mês, mas ainda é baixa

FGV aponta alta de 2,2% no índice em março; dados, porém, ainda sinalizam ritmo fraco de atividade industrial

Agência Estado e Reuters,

31 de março de 2009 | 08h28

A confiança da indústria brasileira melhorou em março, mas segue em patamar baixo, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta terça-feira, 31. O índice de confiança aumentou 2,2% neste mês sobre fevereiro, para 77,9 pontos, com ajuste sazonal.

 

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"O nível deste indicador ainda se encontra baixo em termos históricos, sinalizando um ritmo fraco de atividade industrial", informou a FGV em nota. A mínima histórica foi atingida em dezembro, a 74,7 pontos. Na comparação com março de 2008, o ICI registrou queda de 32,4%, recuo menos intenso do que a taxa negativa de 33,5% apurada no mês anterior, na mesma base de comparação, nos dados atualizados sem ajuste sazonal.

 

A FGV ressaltou, no entanto, que ainda assim o dado pode ser visto como positivo. "Por dois motivos: este é o terceiro mês consecutivo de avanço... (e) ao contrário do ocorrido em fevereiro passado, quando a evolução positiva foi exclusivamente atribuída à recuperação do segmento de autopeças e montadoras, neste mês o resultado foi determinado por um conjunto mais abrangente de gêneros industriais."

 

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve alta de 2,2% em março após cair 0,4% no mês passado, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas, que apresentou aumento de 2,3% em março, após avançar 2,9% em fevereiro, também na série atualizada com ajuste sazonal. Ambas foram as maiores leituras desde novembro de 2008.

 

O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de zero a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.

 

Demanda e produção

 

Para a FGV, a melhora na avaliação da demanda por produtos industriais ajudou na formação da taxa positiva do ICI de março. De acordo com a fundação, entre fevereiro e março deste ano, a participação de empresas pesquisadas que avaliam o nível atual de demanda como forte subiu de 4% para 11,9%, enquanto a parcela das que o consideram como fraco aumentou, mas em menor proporção: de 36,3% para 40,1%, no mesmo período.

 

Ainda segundo a fundação, em relação aos meses seguintes, as previsões da produção tornaram-se mais favoráveis. Das 1.066 empresas consultadas, 27,7% preveem aumento na produção e 17,7% apostam em redução no trimestre entre março e maio de 2009.

 

O levantamento para cálculo do índice foi feito entre os dias 3 e 25 deste mês, em uma amostra de 1.066 empresas.

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