Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Confiança da indústria volta a cair em setembro após melhora nos meses que sucederam a greve

Economista da CNI aponta que empresários perceberam uma piora mais forte nas condições da economia

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 10h56

BRASÍLIA - Após resultados positivos em julho e agosto - no pós-greve dos caminhoneiros -, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 0,5 ponto em setembro, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala na qual valores acima de 50 pontos significam otimismo, o indicador ficou em 52,8 pontos neste mês. 

O resultado ficou 2,9 pontos abaixo do verificado em setembro do ano passado. A CNI destacou ainda que o índice permanece 1,3 ponto abaixo da sua média histórica, de 54,1 pontos. 

"Os empresários perceberam uma piora mais forte nas condições da economia brasileira do que nos meses anteriores e, com isso, a confiança como um todo caiu", avaliou o economista da CNI, Marcelo Azevedo. "O ICEI mostrou que a confiança do empresário não é suficiente para dar um grande impulso na produção, no investimento. Ela ainda é uma confiança moderada. Já é um bom sinal, na medida em que não há falta de confiança, mas não é o suficiente ainda para esperarmos uma recuperação mais forte de produção, de emprego, de investimento", completou. 

Dentre as variáveis que compõem o ICEI, o índice que avalia as condições a tuais da economia e das empresas do setor recuou 0,5 ponto em setembro, para 46,7 pontos. O resultado abaixo da linha divisória dos 50 pontos indica piora da percepção dos empresários sobre a situação presente dos negócios. 

Dentro dessa componente a avaliação sobre a economia nacional não passou de 41,8 pontos, enquanto a avaliação sobre as próprias companhias ficou em 49,4 pontos. 

Da mesma forma, a índice de expectativas do Icei recuou 0,4 ponto em setembro, para 55,9 pontos. Apesar dos empresários do setor continuarem apostando em bons resultados para os próximos seis meses para as suas empresas (58,9 pontos), a expectativa para a economia brasileira ficou no limiar entre o pessimismo e o otimismo (50,2 pontos). 

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