Confiança da zona do euro fica menor que a esperada

A confiança na economia da zona do euro enfraqueceu em abril e mais acentuadamente do que o esperado, uma vez que as perspectivas de prolongar o crescimento no primeiro semestre do ano esmaeceram, mostra pesquisa da Comissão Europeia divulgada nesta manhã.

CARLOS MERCURI, Agencia Estado

26 de abril de 2012 | 06h55

O indicador do sentimento global sobre a economia entre os 17 países que adotaram o euro como moeda caiu fortemente para 92,8 em abril, menor nível em um ano, de 94,5 em março.

A queda reflete uma fraca perspectiva em quase todos os subsetores. O declínio generalizado mostra que o enfraquecimento econômico em curso afeta todos os setores e indica queda em três das maiores economias da região.

O índice de confiança da indústria manufatureira do bloco caiu para -9,0 em abril, de -7,1 em março passado. A confiança do consumidor teve nova queda, de -19,1 em março para -19,9 este mês. O setor de serviços mostrou-se crescentemente pessimista, com o indicador caindo para -2,4 em abril, de -0,3 no mês anterior. O setor de construção recuou de -26,7 em março para -27,4 em abril, enquanto o setor varejista teve uma ligeira melhora, de -12,0 em março para -11,4 em abril.

A pesquisa sobre o clima dos negócios, calculada separadamente, também tombou em abril, para -0,52, menor desde janeiro de 2010. Em março passado foi de -0,28.

Os dados vieram piores do que os estimados em levantamento da Dow Jones junto a economistas na semana passada: esperava-se que o índice do sentimento econômico caísse para 94,2; o da indústria para -7,0; o do consumidor para -19,8; e o clima de negócios em -0,33.

Enquanto um plano aceitável para os problemas da dívida soberana da Grécia foi aprovado, a Espanha está atualmente experimentando um aprofundamento de seus problemas fiscais, e outros Estados-membros estão enfrentando contração econômica e níveis crescentes de desemprego.

Todos esses problemas estão interferindo fortemente sobre a região, uma vez que a totalidade dos dados mais recentes sugere que a zona do euro terá de batalhar para se recuperar rapidamente da recessão que os números oficiais prenunciam. As informações são da Dow Jones

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