Confiança de empresários de serviços avança pelo 3º mês

A confiança dos empresários do setor de serviços avançou em novembro pelo terceiro mês consecutivo, para 125,4 pontos. A alta no Índice de Confiança de Serviços foi de 3,2%, a maior desde novembro de 2009 (3,4%), informou a Fundação Getúlio Vargas. No entanto, o otimismo ainda não retornou ao nível de março, de 130,2 pontos, o que indica uma retomada ainda moderada na atividade.

DANIELA AMORIM / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h06

"Os números mostram que há, sim, um processo de retomada no setor, mas ainda em ritmo moderado, pois vem de cinco quedas (o ICF registrou cinco meses de recuo na confiança, de abril a agosto). Não quer dizer que o setor está bombando. O resultado traduz um quadro de desempenho moderado", avaliou Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

Em novembro, melhorou tanto a percepção sobre a situação atual (4,5%) quanto a expectativa para os próximos meses (2,3%). Os empresários estão mais satisfeitos com o volume de demanda no momento, assim como melhorou também a avaliação em relação à situação dos negócios. Quanto aos próximos meses, aumentou a previsão de demanda maior, da mesma forma que houve avanço nas expectativas de tendência mais favorável aos negócios.

No mesmo período, houve ainda um aumento na confiança em 10 das 12 atividades pesquisadas, segundo Sales. "Esse caráter mais espalhado no aumento da confiança dá mais robustez ao movimento", contou o economista do Ibre/FGV.

Na passagem de outubro para novembro, os quatro maiores segmentos do setor de serviços tiveram avanço significativo no índice de confiança: serviços prestados às empresas (2,3%), transportes (2,9%), informação (4,6%) e serviços prestados às famílias (7,7%). Juntos, estes segmentos correspondem a 80% do valor adicionado da pesquisa do setor de serviços da FGV. "Nos serviços prestados às famílias, a taxa de 7,7% é muito expressiva, não apenas pela magnitude, mas porque são empresas muito empregadoras, importantes para geração de vagas e com possíveis reflexos nos níveis de preços no varejo", ressaltou Sales.

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