Confiança de industriais para de cair, mas pessimismo continua

Pesquisa da CNI aponta pequena alta em relação a novembro, mas índice ficou 9,1 pontos abaixo do de dezembro de 2013

LAÍS ALEGRETTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2014 | 02h03

O índice que mede a confiança do empresário industrial interrompeu em dezembro a trajetória de queda. Mas indicou falta de confiança dos empresários pelo nono mês consecutivo.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) ficou em 45,2 pontos em dezembro, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Houve um aumento de 0,4 ponto em relação a novembro, quando o Icei estava em 44,8 pontos.

Melhora. Os números vão de 0 a 100. Os valores abaixo de 50 indicam falta de confiança. Apesar de ter representado uma melhora ante o mês anterior, o índice está 9,1 pontos abaixo do registrado em dezembro de 2013.

A CNI atribui o ganho do índice em dezembro a uma melhora nas expectativas. Enquanto o índice que mede a confiança em relação às condições atuais caiu de 37,8 pontos em novembro para 37,4 pontos, o indicador que mede as expectativas para os próximos seis meses mostrou uma recuperação, passando de 48,2 pontos para 49,2 pontos no mesmo período.

Pessimismo. Apesar da melhora, o indicador continua a mostrar uma expectativa pessimista, já que está abaixo dos 50 pontos.

"Os componentes do Icei mostram que a falta de confiança do empresário nos últimos meses deveu-se a uma avaliação de piora cada vez mais intensa e disseminada nas condições atuais e expectativas que se tornaram pessimistas nos últimos três meses", informou a CNI.

Grandes empresas. Na comparação por porte das empresas, os grandes empresários são os menos pessimistas. O índice ficou em 46,3 pontos, o que representa uma alta de 0,9 ponto em relação a novembro. Os médios empresários apresentaram índice de 44 pontos, 0,3 ponto superior ao de novembro. Os pequenos empresários foram os únicos cujo índice caiu (0,2 ponto) ante novembro e chegou a 44,4 pontos.

Na separação por atividade, a indústria da construção se mostrou a menos pessimista, com 45,9 pontos, seguida da indústria de transformação, com 44,5 pontos. A indústria extrativa ficou em 42,4 pontos neste mês.

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