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Confiança do consumidor atinge maior nível desde maio de 2008

Índice da FGV cresce em novembro pelo 2º mês seguido, refletindo satisfação com as finanças familiares

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de novembro de 2009 | 08h34

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1,5% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa taxa, entretanto, ficou abaixo da apurada no mês passado, quando o índice teve variação positiva de 2,2% na comparação com setembro. Com o resultado de novembro, o ICC avançou de 113,6 pontos para 115,4 pontos de outubro para novembro, registrando o maior nível desde maio de 2008 (115,7 pontos). O índice é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 e 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor).

Segundo a FGV, após um período de acomodação durante o terceiro trimestre, o índice cresceu em novembro pelo segundo mês consecutivo. Para a FGV, "o resultado reflete um consumidor satisfeito com a situação atual da economia e das finanças familiares, e moderadamente otimista quanto à evolução da economia nos próximos meses", de acordo com avaliação da fundação.

O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 2,0% em novembro, a sétima elevação consecutiva, porém menos intensa do que o avanço de 5,6% em outubro; e o Índice de Expectativas (IE), que mostrou alta de 1,2% em novembro, em comparação com a taxa positiva praticamente estável, de 0,2% no mês passado.

Ainda segundo a FGV, o ICC subiu 19,2% em novembro, na comparação com igual mês do ano passado. Em outubro, o indicador avançou 13,3% nesse mesmo tipo de comparação. O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 30 de outubro e 20 de novembro.

Bens duráveis

A melhora na intenção de compras de bens duráveis (como automóveis e eletrodomésticos) nos próximos meses foi a maior contribuição para a formação da taxa positiva de novembro do ICC. Segundo a FGV, de outubro para novembro a parcela de consumidores pesquisados que preveem gastos maiores subiu de 9,7% para 11,2%; já a fatia que espera gastos menores caiu de 27,5% para 26,5%.

As perguntas relacionadas a compras futuras não foram as únicas a mostrar bom desempenho em novembro. A FGV informou ainda que, nas perguntas sobre o presente, o indicador que mede a satisfação com a situação econômica local avançou 2,3% ao passar de 89,6 pontos para 91,7 pontos de outubro para novembro - o maior nível desde março de 2008 (92,8 pontos).

 

Ainda de acordo com a fundação, na comparação com o mês anterior, o porcentual dos que avaliam a situação da economia atual como boa subiu de 18,1% para 19,1%; já a fatia dos consumidores pesquisados que a julgam ruim caiu de 28,5% para 27,4%, no mesmo período.

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