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Confiança do consumidor brasileiro cai em junho

A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em junho. É o que mostra a 19ª Sondagem das Expectativas do Consumidor, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a pesquisa, a parcela dos consumidores que consideram a atual situação econômica do País melhor do que há seis meses ficou em 12,8% em junho, praticamente igual a de maio (12,9%). Porém, a parcela dos consumidores que acreditam em atual situação econômica do País pior do que há seis meses cresceu para 35,6% em junho, ante parcela de 28,2% em maio.Foi a maior parcela de consumidores que acreditam em situação econômica atual pior, do que há seis meses, desde janeiro de 2003. A FGV informou ainda que houve piora na percepção das finanças da família. A parcela dos consumidores que acreditam em situação econômica da família melhor agora do que há seis meses permanecem estável em junho ante maio (21,7%). Entretanto, a parcela dos consumidores que acreditam em piora na atual situação das finanças de suas famílias, em comparação do que ocorria há seis meses, passou de 19,9% em maio para 21,1% em junho. A sondagem é realizada em 12 capitais, desde outubro de 2002, com periodicidade trimestral até julho de 2004 - quando passou a ser mensal. O levantamento pesquisou 1.464 chefes de domicílio entre os dias 1 a 20 de junho desse ano.Próximos seis mesesAs expectativas para os próximos seis meses do consumidor brasileiro também pioraram. A parcela dos consumidores que acreditam em melhora na situação econômica do País nos próximos seis meses passou de 36,4% em maio para 32,9% em junho - o menor nível da série histórica da pesquisa, nesse quesito. A parcela dos consumidores que prevêem piora, nos próximos seis meses, passou de 16,2% em maio para 20,1% em junho. A FGV informou ainda que a parcela dos consumidores que acreditam em melhora na situação econômica da família nos próximos seis meses passou de 54,5% em maio para 53,2% em junho. Além disso, a parcela dos que acreditam em piores dias, nos próximos seis meses para a família, passou de 6,5% em maio para 7,9% em junho. Turbulência políticaA atual turbulência política foi o fator que conduziu a uma tendência negativa nos resultados da 19ª Sondagem das Expectativas do Consumidor segundo avaliação da FGV. De acordo com a instituição, em 2004, movimento semelhante ocorreu em abril, durante outra turbulência no ambiente político. A FGV lembra que "naquela ocasião, a ameaça de crise foi debelada rapidamente. Com o crescimento da economia no segundo semestre, a confiança do consumidor recuperou-se, atingindo o segundo melhor resultado histórico da pesquisa em janeiro de 2005", observou, em comunicado. EndividamentoA parcela dos consumidores que afirmam estar se endividando aumentou em junho, mostra a Sondagem. A pesquisa indica que a parcela dos consumidores que afirmam estar acumulando dívidas subiu para 29,5% em junho, ante parcela de 25,9% em maio. A FGV informou ainda que permaneceu estável a parcela dos consumidores que afirmam estar poupando, em junho, na comparação com maio (13,8%). Inflação A previsão média de inflação para o ano de 2005 entre os consumidores brasileiros diminui em junho, com estimativa de 8,7%, ante projeção de 9% em maio. Segundo a pesquisa, aumentou a parcela dos consumidores que apostam em gastos de bens de alto valor, nos próximos seis meses, como eletrodomésticos, carros e imóveis: 13,9% em junho, ante parcela de 13,6% em maio. Entretanto, houve um aumento, de maior magnitude, na parcela dos consumidores que projetam gastos menores, nos próximos seis meses, com participação de 52,9% em junho, ante parcela de 50,4% em maio. TrabalhoHouve uma pequena melhora nas expectativas do consumidor brasileiro com relação ao mercado de trabalho, nos próximos seis meses. Segundo a pesquisa, a parcela dos consumidores que esperam maior facilidade na obtenção de emprego nos próximos seis meses aumentou para 10,2% em junho, ante parcela de 6,3% em maio.A FGV informa, entretanto, que também subiu, embora em menor proporção, a parcela dos entrevistados que consideram ser mais difícil obter emprego nos próximos seis meses: 55,7% dos pesquisados, ante parcela de 55,2% apurada em maio, pela mesma pesquisa.

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