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Confiança do consumidor brasileiro interrompe queda e fica estável em abril

A confiança do consumidor brasileiro parou de cair, depois de seis recuos consecutivos, e ficou estável em abril no menor nível dos últimos três anos, em meio a preocupações com a inflação, juros e o mercado de trabalho, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas.

Reuters

24 de abril de 2013 | 14h36

O Índice de Confiança do Consumidor da FGV ficou estável 113,9 pontos em abril, mesma leitura de março, quando o índice recuou 2 por cento, para o pior nível desde março de 2010.

De acordo com a FGV, a piora nas avaliações sobre o presente foi compensada por uma melhora das expectativas em relação aos meses seguintes.

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,3 por cento, passando de 124,5 pontos em março para 121,6 pontos em abril. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,5 por cento, de 108,0 para 109,6 pontos no período.

"A incerteza em relação à economia se reflete na avaliação sobre o mercado de trabalho, mas a inflação é uma preocupação mais forte, junto com taxa de juros", disse a economista da FGV, Viviane Seda.

"O cenário deste ano é que o consumidor está muito preocupado com o mercado de trabalho e que as contratações não vão aumentar", completou ela.

De acordo com a FGV, a projeção de inflação dos consumidores subiu de 6,7 para 6,8 por cento entre março e abril, e a parcela dos que acreditam que os juros voltarão a subir nos próximos meses avançou de 44 para 52,4 por cento.

O indicador de satisfação com a situação econômica local recuou 6,7 por cento em abril, ao passar de 90,8 para 84,7 pontos, o menor nível desde setembro de 2009 (81,0).

A proporção de consumidores avaliando a situação como boa diminuiu de 19,9 para 17,4 por cento, enquanto a dos que a consideram ruim aumentou de 29,1 para 32,7 por cento.

"Nos últimos 6 meses o quesito que mais influenciou a queda do índice de confiança foi o da situação da economia local, com perda de 19 por cento em 6 meses", completou Viviane.

Em relação aos próximos meses, os consumidores tornaram-se um pouco mais otimistas, mas não o suficiente para influenciar uma alta nas compras de bens duráveis.

A parcela de consumidores projetando melhora da situação financeira das famílias aumentou de 39 para 41,3 por cento, enquanto a dos que prevêem piora diminuiu de 5,1 para 4,3 por cento.

A inflação em alta já chegou a afetar as vendas no varejo brasileiro, que em fevereiro caíram 0,4 por cento ante janeiro e 0,2 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, abaladas pela demanda menor diante dos preços em alta.

Como o consumo das famílias vinha evitando uma performance ainda pior da economia brasileira, esse resultado acendeu um alerta sobre a frágil recuperação da atividade econômica.

Em abril, a inflação brasileira acelerou o ritmo, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subindo 0,51 por cento e superando o teto da meta do governo em 12 meses.

Em meio a esse cenário, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic na semana passada em 0,25 ponto percentual, a 7,50 por cento, destacando o nível elevado e a dispersão do aumento dos preços.

(Por Camila Moreira, com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro)

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